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Guy de Maupassant
O ardil

IntraText - Concordâncias

(Hapax Legomena)


abert-suave | subi-vou

    Par.
1 26| machucada, desfeita, estava aberta, parecia esperar; um lençol 2 32| pronunciar a palavra que torna os abraços mais ardentes, repetiu, 3 28| Aproximei-me; observei-o, toquei-o, abri-lhe os olhos, apalpei-lhe as 4 36| A porta da rua abriu-se e fechou-se pesadamente. 5 10| clientes, a quem eu daria absolvição sem confissão, como se costuma 6 31| cabeleira com doçura, como que o acariciando. Fez-lhe a risca, passou-lhe 7 35| levantando-o, sentei-o num canapé, acendendo depois os candelabros. ~ 8 25| escada do alto, com uma vela acesa ao seu lado, sem coragem 9 24| Perguntei-lhe: “Estão acordados, lá em casa?” Respondeu: “ 10 13| Acordei de súbito: era a minha campainha, 11 32| numa voz dilacerante: “Adeus, meu amor.” ~ 12 3 | mulher enganasse o marido. Admito mesmo que não goste dele, 13 13| quebraram o silêncio da casa adormecida. Depois, Jean apareceu, 14 32| soltando o que tinha nas mãos, agarrou na cabeça inerte do amante, 15 23| na escuridão da noite, agarrou-me bruscamente a mão e, triturando-a 16 13| criado parecia não responder, agitei, por meu turno, o cordão 17 | agora 18 39| quis chamar gente estranha. Ajude-me, pois, a descê-lo; tratarei 19 45| os sentidos no caminho. Ajudei a subi-lo ao quarto, depois 20 28| estivessem geladas, disse-lhes: “Ajudem-me a deitá-lo na cama.” E deitamo-lo 21 21| e tornou-se tragicamente alma: “Vamos depressa!”, disse. ~ 22 25| sentada na primeira escada do alto, com uma vela acesa ao seu 23 39| seu carro. Mas, a certa altura, desmaiou, inesperadamente, 24 31| involuntários, os cabelos longos e amaranhados, Mme Leliévre apossou-se 25 26| depois duma briga. A cama amarrotada, machucada, desfeita, estava 26 2 | têm, às vezes: um pouco de anemia, de nervos, um bocadinho 27 21| estátua, petrificada pela angústia, murmurou: “Não, era a minha 28 19| crispacoes de rosto da gente angustiada, e as mãos trêmulas; tentou 29 18| ainda, casada havia três anos com um gordo comerciante 30 45| Quando chegamos à casa dele, anunciei que tinha perdido os sentidos 31 | aos 32 5 | Uma mulher só pode amar apaixonadamente depois de Ter sido casada. 33 45| sem blasfemar contra os apaixonados.” ~ 34 28| toquei-o, abri-lhe os olhos, apalpei-lhe as mãos; depois, voltando-me 35 | apenas 36 30| Para apertar as botas, as duas mulheres 37 44| Apertei-lhe as mãos e mandei tocar para 38 | apesar 39 31| amaranhados, Mme Leliévre apossou-se violentamente do pente, 40 50| serviços, se a ocasião de apresentar.”~ 41 15| Meia hora mais tarde, aproximadamente, a campainha da rua soou 42 37| passos que subiam, que se aproximavam. ~ 43 28| Aproximei-me; observei-o, toquei-o, abri-lhe 44 | aquilo 45 32| que torna os abraços mais ardentes, repetiu, dez vezes seguidas, 46 26| de cozinha, misturado com aromas de Lubin saía da porta, 47 20| Parou, arquejante, e depois prosseguiu: “Meu 48 21| duma sufocação que a fez arquejar, chorou, chorou perdidamente 49 31| amante; mas como tremia e arrancava, em movimentos involuntários, 50 31| violentamente do pente, e arranjou-lhe a cabeleira com doçura, 51 26| parecia esperar; um lençol arrastava-se até ao tapete; toalhas molhadas, 52 36| traga-me as toalhas e a bacia; arrume o quarto. Mas despache-se, 53 | às 54 | atrás 55 22| Não me dão tempo nem para atrelar o coupé.” “Tenho lá embaixo 56 40| seu rival inofensivo. Eu atrelei-me entre as pernas do morto 57 28| deitamo-lo com todo o cuidado. Auscultei-lhe, então, o coração e cheguei-lhe 58 42| lançou para diante o fez balançar no carro. Subi depois, atrás 59 31| passou-lhe a escova pela barba, retorceu-lhe suavemente 60 25| efeito; entramos sem fazer barulho e subimos na ponta dos pés. 61 14| respondi: “O doutor Siméon, bastante indisposto neste momento, 62 13| pendido na minha cama; e logo bateram as portas, e alguns passos 63 32| estreitou-o nos braços, beijando-o com furor. Seus beijos caíam, 64 32| beijando-o com furor. Seus beijos caíam, como golpes, na boca 65 18| quando Jean partiu. Era Mme Berthe Leliévre, uma senhora muito 66 31| retorceu-lhe suavemente os bigodes com os dedos, como costumava 67 45| voltei para cama, não sem blasfemar contra os apaixonados.” ~ 68 14| crise de nervos, vapores, bobagens, e estou muitíssimo cansado. 69 2 | de anemia, de nervos, um bocadinho de fadiga, dessa fadiga 70 39| Fui-lhe ao encontro. “Meu bom amigo, estamos aqui num 71 29| como se fossem dum enorme boneco, estendi-o sobre as roupas 72 2 | femininas que as mulheres bonitas têm, às vezes: um pouco 73 14| chamar seu confrade, o Sr. Bonnet.” ~ 74 30| Para apertar as botas, as duas mulheres puseram-se 75 43| mulher. Ela havia dado o braço ao esposo legítimo e mergulhava 76 41| o cocheiro: “Vamos, meu bravo amigo, isso não é nada; 77 20| marido... voltará... em breve do clube.” ~ 78 26| revolvido como depois duma briga. A cama amarrotada, machucada, 79 23| escuridão da noite, agarrou-me bruscamente a mão e, triturando-a em 80 31| pouco.” A empregada foi buscar o pente e a escova da amante; 81 31| pente, e arranjou-lhe a cabeleira com doçura, como que o acariciando. 82 42| Senti que caía, que me deslizava nas mãos; 83 32| beijando-o com furor. Seus beijos caíam, como golpes, na boca fechada, 84 32| mais; depois, deixando-se cair sobre ele, estreitou-o nos 85 29| as mulheres iam me dando. Calçamo-lhe as meias, vestimo-lhe as 86 29| vestimo-lhe as cuecas, os calções, o colete, depois o paletó, 87 46| O doutor calou-se, sorrindo sempre. ~ 88 45| tinha perdido os sentidos no caminho. Ajudei a subi-lo ao quarto, 89 21| mesmo pensar que estava em camisa, e vesti-me em poucos segundos. 90 35| levantando-o, sentei-o num canapé, acendendo depois os candelabros. ~ 91 35| canapé, acendendo depois os candelabros. ~ 92 14| bobagens, e estou muitíssimo cansado. E respondi: “O doutor Siméon, 93 22| pronto, mas resmunguei: “Caramba! Não me dão tempo nem para 94 13| apareceu, trazendo-me uma carta que dizia: “Mme Leliévre 95 2 | mês de união, quando se casam por amor. ~ 96 5 | por todos os fastios do casamento, o qual não é, segundo um 97 11| O caso deu-se numa cidade de província. ~ 98 26| de Lubin saía da porta, causando enjôos. ~ 99 40| pernas do morto como um cavalo entre dois varais e eis-nos 100 39| Demorei-me até tarde em sua casa cavaqueando com sua esposa e este amigo, 101 45| ao quarto, depois dei a certidão de óbito; representava uma 102 40| sem desconfiar, tirou o chapéu; depois levantou nos braços 103 38| parou à entrada da porta, de charuto na boca. Perguntou: “Que 104 32| fontes, na fronte. Depois, chegando-se ao ouvido dele, como se 105 28| Auscultei-lhe, então, o coração e cheguei-lhe um espelho à boca. Depois, 106 26| dum copo. E um singular cheiro a vinagre de cozinha, misturado 107 10| ocorrida a uma de minhas clientes, a quem eu daria absolvição 108 22| o dele, que o esperava”; cobriu-se até os cabelos. Partimos. ~ 109 41| coragem, para enganar o cocheiro: “Vamos, meu bravo amigo, 110 29| as cuecas, os calções, o colete, depois o paletó, custando-nos 111 45| óbito; representava uma nova comédia diante daquela família inconsolável. 112 18| havia três anos com um gordo comerciante da cidade que passava por 113 5 | sido casada. Se eu a puder comparar com uma casa, diria que 114 3 | conversava: “Não, doutor, nunca compreendi que uma mulher enganasse 115 10| eu daria absolvição sem confissão, como se costuma dizer. ~ 116 14| Liliévre o favor de chamar seu confrade, o Sr. Bonnet.” ~ 117 12| pareceu-me em um sonho confuso, que os sinos da cidade 118 39| nossos esforços, ainda não conseguimos fazê-lo voltar a si.  Não 119 25| ponta dos pés. A empregada, consternada, estava sentada na primeira 120 10| vocês!... A propósito, vou contar-lhe uma pequena história ocorrida 121 48| Por que me contou o senhor essa espantosa 122 | contra 123 3 | Ela, estendida no sofá, conversava: “Não, doutor, nunca compreendi 124 5 | de pecar. Tenho mesmo a convicção de que uma mulher não está 125 26| ao lado duma bacia e dum copo. E um singular cheiro a 126 13| agitei, por meu turno, o cordão pendido na minha cama; e 127 10| absolvição sem confissão, como se costuma dizer. ~ 128 2 | fadiga, dessa fadiga de que costumam sofrer os recém-casados 129 31| bigodes com os dedos, como costumava fazer, decerto, nas intimidades 130 26| singular cheiro a vinagre de cozinha, misturado com aromas de 131 21| murmurou: “Não, era a minha criada... ela sabe...” E uma espécie 132 13| desesperadamente. Como meu criado parecia não responder, agitei, 133 14| alguns segundos. Pensei: crise de nervos, vapores, bobagens, 134 19| horrivelmente pálida, com essas crispacoes de rosto da gente angustiada, 135 47| A jovem esposa, crispada, perguntou: ~ 136 29| as meias, vestimo-lhe as cuecas, os calções, o colete, depois 137 28| E deitamo-lo com todo o cuidado. Auscultei-lhe, então, o 138 3 | não goste dele, que não cumpra suas promessas, seus juramentos! 139 29| colete, depois o paletó, custando-nos muito enfiar-lhe os braços 140 43| para a mulher. Ela havia dado o braço ao esposo legítimo 141 29| roupas que as mulheres iam me dando. Calçamo-lhe as meias, vestimo-lhe 142 41| o cadáver e falhei-lhe, dando-lhe coragem, para enganar o 143 22| resmunguei: “Caramba! Não me dão tempo nem para atrelar o 144 | daquela 145 6 | todas a mulheres a têm para dar e vender nessas ocasiões. 146 3 | juramentos! Mas como ousar dar-se a o outro homem? Como esconder 147 10| minhas clientes, a quem eu daria absolvição sem confissão, 148 | das 149 31| dedos, como costumava fazer, decerto, nas intimidades do amor. ~ 150 44| mandei tocar para casa do defunto. Durante todo o trajeto 151 45| subi-lo ao quarto, depois dei a certidão de óbito; representava 152 28| disse-lhes: “Ajudem-me a deitá-lo na cama.” E deitamo-lo com 153 28| Ajudem-me a deitá-lo na cama.” E deitamo-lo com todo o cuidado. Auscultei-lhe, 154 32| lhe sorria mais; depois, deixando-se cair sobre ele, estreitou-o 155 39| aqui num grande embaraço. Demorei-me até tarde em sua casa cavaqueando 156 21| estancaram, como secas, dentro, pelo fogo, e tornou-se 157 39| estranha. Ajude-me, pois, a descê-lo; tratarei melhor dele em 158 40| entre dois varais e eis-nos descendo a escada, que agora a mulher 159 18| de fantasma negro, que se descobriu quando Jean partiu. Era 160 40| esposo, surpreendido, mas sem desconfiar, tirou o chapéu; depois 161 5 | sutilezas quando nos invade o desejo de pecar. Tenho mesmo a 162 26| cama amarrotada, machucada, desfeita, estava aberta, parecia 163 42| Senti que caía, que me deslizava nas mãos; propinei-lhe um 164 39| carro. Mas, a certa altura, desmaiou, inesperadamente, e há duas 165 36| bacia; arrume o quarto. Mas despache-se, meu Deus! É o sr. Leliévre 166 18| cidade que passava por Ter desposado a mais linda moça da província. ~ 167 | dessa 168 5 | Garanto-lhe que pouco nos detemos em todas essas sutilezas 169 11| O caso deu-se numa cidade de província. ~ 170 36| quarto. Mas despache-se, meu Deus! É o sr. Leliévre que chega.” ~ 171 8 | passado o momento, o que se devia ter feito nas ocasiões perigosas, 172 32| mais ardentes, repetiu, dez vezes seguidas, numa voz 173 5 | de maus humores durante o dia e de maus odores durante 174 34| Tive um sobressalto. “Ohh, diabo, meia-noite, é hora de fechar 175 6 | gênio das situações mais difíceis.” ~ 176 32| vezes seguidas, numa voz dilacerante: “Adeus, meu amor.” ~ 177 44| pendurou à minha orelha direita. ~ 178 5 | puder comparar com uma casa, diria que ela não é habitável 179 28| como se estivessem geladas, disse-lhes: “Ajudem-me a deitá-lo na 180 6 | Quanto à dissimulação, todas a mulheres a têm 181 10| confissão, como se costuma dizer. ~ 182 15| soou de novo e Jean veio dizer-me: “É uma pessoa, homem ou 183 13| trazendo-me uma carta que dizia: “Mme Leliévre pede encarecidamente 184 31| arranjou-lhe a cabeleira com doçura, como que o acariciando. 185 1 | O velho médico e a jovem doente palestravam ao da lareira. ~ 186 21| uma espécie de grito de dor horrível saiu-lhe dos lábios 187 12| Certa noite, em que eu dormia profundamente, nesse pesado 188 25| diante da sua porta; todos dormiam, com efeito; entramos sem 189 25| porta; todos dormiam, com efeito; entramos sem fazer barulho 190 40| cavalo entre dois varais e eis-nos descendo a escada, que agora 191 22| atrelar o coupé.” “Tenho lá embaixo um, - respondeu – o dele, 192 39| estamos aqui num grande embaraço. Demorei-me até tarde em 193 13| dizia: “Mme Leliévre pede encarecidamente ao doutor Siméon o favor 194 39| Fui-lhe ao encontro. “Meu bom amigo, estamos 195 41| Quando chegamos à porta, endireitei o cadáver e falhei-lhe, 196 29| paletó, custando-nos muito enfiar-lhe os braços nas mangas. ~ 197 45| daquela família inconsolável. Enfim, voltei para cama, não sem 198 41| dando-lhe coragem, para enganar o cocheiro: “Vamos, meu 199 3 | compreendi que uma mulher enganasse o marido. Admito mesmo que 200 26| saía da porta, causando enjôos. ~ 201 29| a um como se fossem dum enorme boneco, estendi-o sobre 202 30| mulheres puseram-se de joelhos, enquanto eu alumiava; mas como os 203 | então 204 41| isso não é nada; já se ente melhor, não é verdade? Coragem, 205 38| marido, estupefato, parou à entrada da porta, de charuto na 206 25| todos dormiam, com efeito; entramos sem fazer barulho e subimos 207 16| Levantei-me. “Mande entrar”. ~ 208 36| pesadamente. Era o marido que entrava. Gritei: “Rosa, depressa, 209 26| Entrei no quarto. Tudo estava revolvido 210 3 | dar-se a o outro homem? Como esconder isso aos olhos de todos? 211 23| Sentada a meu lado, na escuridão da noite, agarrou-me bruscamente 212 43| mergulhava o olhar fixo no fundo escuro do coupé. ~ 213 41| coragem, faça um pouco de esforço e tudo passará.” ~ 214 39| apesar de todos os nossos esforços, ainda não conseguimos fazê-lo 215 48| me contou o senhor essa espantosa história?” ~ 216 30| tinham inchado um pouco, foi espantosamente difícil. ~ 217 21| perdidamente entre soluços e espasmos durante um minuto ou dois; 218 28| coração e cheguei-lhe um espelho à boca. Depois, disse: “ 219 26| estava aberta, parecia esperar; um lençol arrastava-se 220 22| respondeu – o dele, que o esperava”; cobriu-se até os cabelos. 221 17| Esperei sentado na cama. ~ 222 39| encontro. “Meu bom amigo, estamos aqui num grande embaraço. 223 21| dois; as lágrimas pararam, estancaram, como secas, dentro, pelo 224 24| Perguntei-lhe: “Estão acordados, lá em casa?” 225 21| pouco?” Ela, de como uma estátua, petrificada pela angústia, 226 | este 227 29| fossem dum enorme boneco, estendi-o sobre as roupas que as mulheres 228 3 | Ela, estendida no sofá, conversava: “Não, 229 27| O cadáver, estendido de costas, jazia no meio 230 21| perguntei: “Foi a senhora quem esteve aqui, há pouco?” Ela, de 231 28| mulheres, que tiritavam como se estivessem geladas, disse-lhes: “Ajudem-me 232 14| nervos, vapores, bobagens, e estou muitíssimo cansado. E respondi: “ 233 39| Não quis chamar gente estranha. Ajude-me, pois, a descê-lo; 234 32| deixando-se cair sobre ele, estreitou-o nos braços, beijando-o com 235 38| E o marido, estupefato, parou à entrada da porta, 236 31| Terminada a horrível toalete, examinei nossa obra e disse: “É preciso 237 | exceto 238 32| boca fechada, nos olhos extintos, nas fontes, na fronte. 239 41| vamos, um pouco de coragem, faça um pouco de esforço e tudo 240 32| desesperadamente, para essa face morta, que não lhe sorria 241 5 | É fácil. Garanto-lhe que pouco nos 242 8 | mulheres, é certo, perdem mais facilmente a cabeça do que os homens.” ~ 243 41| endireitei o cadáver e falhei-lhe, dando-lhe coragem, para 244 45| nova comédia diante daquela família inconsolável. Enfim, voltei 245 18| Apareceu uma espécie de fantasma negro, que se descobriu 246 5 | promiscuidades e por todos os fastios do casamento, o qual não 247 5 | quando um marido já lhe fez a faxina. ~ 248 39| esforços, ainda não conseguimos fazê-lo voltar a si.  Não quis chamar 249 32| caíam, como golpes, na boca fechada, nos olhos extintos, nas 250 34| diabo, meia-noite, é hora de fechar o clube. Vamos, senhora, 251 36| porta da rua abriu-se e fechou-se pesadamente. Era o marido 252 8 | momento, o que se devia ter feito nas ocasiões perigosas, 253 2 | com essas indisposições femininas que as mulheres bonitas 254 25| seu lado, sem coragem para ficar velando o morto. ~ 255 2 | sofrer os recém-casados ao fim do primeiro mês de união, 256 23| triturando-a em seus dedos finos, balbuciou com abalos na 257 43| legítimo e mergulhava o olhar fixo no fundo escuro do coupé. ~ 258 21| como secas, dentro, pelo fogo, e tornou-se tragicamente 259 29| nos ombros um a um como se fossem dum enorme boneco, estendi-o 260 26| molhadas, com as quais tinham friccionado as fontes do rapaz, viam-se 261 32| extintos, nas fontes, na fronte. Depois, chegando-se ao 262 39| Fui-lhe ao encontro. “Meu bom amigo, 263 43| mergulhava o olhar fixo no fundo escuro do coupé. ~ 264 32| nos braços, beijando-o com furor. Seus beijos caíam, como 265 49| Fez-lhe uma galante reverência! ~ 266 5 | É fácil. Garanto-lhe que pouco nos detemos em 267 28| tiritavam como se estivessem geladas, disse-lhes: “Ajudem-me 268 6 | maravilhosas e livram-se com gênio das situações mais difíceis.” ~ 269 32| Seus beijos caíam, como golpes, na boca fechada, nos olhos 270 18| casada havia três anos com um gordo comerciante da cidade que 271 3 | marido. Admito mesmo que não goste dele, que não cumpra suas 272 43| perguntava-me: “Será coisa grave?” Respondi-lhe: “Não”, sorrindo 273 36| Era o marido que entrava. Gritei: “Rosa, depressa, traga-me 274 21| sabe...” E uma espécie de grito de dor horrível saiu-lhe 275 5 | casa, diria que ela não é habitável senão quando um marido já 276 39| inesperadamente, e há duas horas que, apesar de todos os 277 19| Estava horrivelmente pálida, com essas crispacoes 278 28| depressa.” E foi uma coisa horrorosa ver aquilo. ~ 279 5 | senão uma troca de maus humores durante o dia e de maus 280 29| as roupas que as mulheres iam me dando. Calçamo-lhe as 281 5 | não é, segundo um homem ilustre, senão uma troca de maus 282 13| Siméon o favor de passar imediatamente por sua casa.” ~ 283 12| sinos da cidade tocavam a incêndio. ~ 284 30| mas como os pés tinham inchado um pouco, foi espantosamente 285 2 | Ela estava apenas pouco incomodada, com essas indisposições 286 45| comédia diante daquela família inconsolável. Enfim, voltei para cama, 287 7 | jovem senhora mostrava-se incrédula. 288 2 | pouco incomodada, com essas indisposições femininas que as mulheres 289 14| doutor Siméon, bastante indisposto neste momento, roga a Mme 290 32| mãos, agarrou na cabeça inerte do amante, e olhou longamente, 291 39| certa altura, desmaiou, inesperadamente, e há duas horas que, apesar 292 40| levantou nos braços seu rival inofensivo. Eu atrelei-me entre as 293 43| O marido, inquieto, perguntava-me: “Será coisa 294 23| amava-o perdidamente, como uma insensata, havia seis meses.” ~ 295 10| diz? A nós, os homens, a inspiração chega sempre tardia. Mas, 296 31| costumava fazer, decerto, nas intimidades do amor. ~ 297 5 | essas sutilezas quando nos invade o desejo de pecar. Tenho 298 31| arrancava, em movimentos involuntários, os cabelos longos e amaranhados, 299 27| cadáver, estendido de costas, jazia no meio do quarto. ~ 300 30| duas mulheres puseram-se de joelhos, enquanto eu alumiava; mas 301 3 | cumpra suas promessas, seus juramentos! Mas como ousar dar-se a 302 21| dor horrível saiu-lhe dos lábios e, depois duma sufocação 303 21| durante um minuto ou dois; as lágrimas pararam, estancaram, como 304 23| abalos saídos do coração lancinado: “Óh! Se o senhor soubesse 305 42| grande soco nas costas que o lançou para diante o fez balançar 306 1 | doente palestravam ao da lareira. ~ 307 43| havia dado o braço ao esposo legítimo e mergulhava o olhar fixo 308 26| aberta, parecia esperar; um lençol arrastava-se até ao tapete; 309 35| Pegamos os três nele e, levantando-o, sentei-o num canapé, acendendo 310 16| Levantei-me. “Mande entrar”. ~ 311 35| Levantou-se. Ordenei: “Levemo-lo ao 312 35| Levantou-se. Ordenei: “Levemo-lo ao salão.” Pegamos os três 313 14| neste momento, roga a Mme Liliévre o favor de chamar seu confrade, 314 18| por Ter desposado a mais linda moça da província. ~ 315 6 | simples são maravilhosas e livram-se com gênio das situações 316 | logo 317 32| inerte do amante, e olhou longamente, desesperadamente, para 318 31| involuntários, os cabelos longos e amaranhados, Mme Leliévre 319 26| misturado com aromas de Lubin saía da porta, causando 320 26| briga. A cama amarrotada, machucada, desfeita, estava aberta, 321 5 | que uma mulher não está madura para o verdadeiro amor senão 322 16| Levantei-me. “Mande entrar”. ~ 323 44| Apertei-lhe as mãos e mandei tocar para casa do defunto. 324 29| enfiar-lhe os braços nas mangas. ~ 325 23| agarrou-me bruscamente a mão e, triturando-a em seus 326 6 | ocasiões. As mais simples são maravilhosas e livram-se com gênio das 327 15| Meia hora mais tarde, aproximadamente, 328 29| me dando. Calçamo-lhe as meias, vestimo-lhe as cuecas, 329 27| estendido de costas, jazia no meio do quarto. ~ 330 3 | todos? Como poder amar com mentira e traição?” ~ 331 43| braço ao esposo legítimo e mergulhava o olhar fixo no fundo escuro 332 2 | recém-casados ao fim do primeiro mês de união, quando se casam 333 23| uma insensata, havia seis meses.” ~ 334 | meus 335 | minhas 336 21| soluços e espasmos durante um minuto ou dois; as lágrimas pararam, 337 26| cheiro a vinagre de cozinha, misturado com aromas de Lubin saía 338 18| Ter desposado a mais linda moça da província. ~ 339 15| não sei, ao certo, de tal modo se oculta, que quer falar 340 26| arrastava-se até ao tapete; toalhas molhadas, com as quais tinham friccionado 341 32| desesperadamente, para essa face morta, que não lhe sorria mais; 342 7 | Mas a jovem senhora mostrava-se incrédula. 343 31| como tremia e arrancava, em movimentos involuntários, os cabelos 344 14| vapores, bobagens, e estou muitíssimo cansado. E respondi: “O 345 21| petrificada pela angústia, murmurou: “Não, era a minha criada... 346 18| uma espécie de fantasma negro, que se descobriu quando 347 | nele 348 | nem 349 6 | a têm para dar e vender nessas ocasiões. As mais simples 350 | nesse 351 | neste 352 | ninguém 353 | nisso 354 | nós 355 | nossa 356 | nossos 357 15| campainha da rua soou de novo e Jean veio dizer-me: “É 358 | nunca 359 45| depois dei a certidão de óbito; representava uma nova comédia 360 31| toalete, examinei nossa obra e disse: “É preciso penteá-lo 361 28| Aproximei-me; observei-o, toquei-o, abri-lhe os olhos, 362 50| oferecer meus serviços, se a ocasião de apresentar.”~ 363 10| contar-lhe uma pequena história ocorrida a uma de minhas clientes, 364 15| ao certo, de tal modo se oculta, que quer falar urgentemente 365 5 | durante o dia e de maus odores durante a noite. Nada mais 366 50| Para lhe oferecer meus serviços, se a ocasião 367 23| saídos do coração lancinado: “Óh! Se o senhor soubesse como 368 34| Tive um sobressalto. “Ohh, diabo, meia-noite, é hora 369 43| Respondi-lhe: “Não”, sorrindo e olhando para a mulher. Ela havia 370 43| legítimo e mergulhava o olhar fixo no fundo escuro do 371 32| cabeça inerte do amante, e olhou longamente, desesperadamente, 372 29| Peguei-lhe nos ombros um a um como se fossem dum 373 35| Levantou-se. Ordenei: “Levemo-lo ao salão.” Pegamos 374 44| morto se pendurou à minha orelha direita. ~ 375 3 | seus juramentos! Mas como ousar dar-se a o outro homem? 376 | outro 377 37| Ouvia os passos que subiam, que 378 32| Depois, chegando-se ao ouvido dele, como se ele pudesse 379 32| como se ele pudesse ainda ouvir, como para pronunciar a 380 32| como para pronunciar a palavra que torna os abraços mais 381 1 | médico e a jovem doente palestravam ao da lareira. ~ 382 29| calções, o colete, depois o paletó, custando-nos muito enfiar-lhe 383 19| Estava horrivelmente pálida, com essas crispacoes de 384 25| Paramos diante da sua porta; todos 385 21| minuto ou dois; as lágrimas pararam, estancaram, como secas, 386 12| tão difícil de perturbar, pareceu-me em um sonho confuso, que 387 22| cobriu-se até os cabelos. Partimos. ~ 388 18| se descobriu quando Jean partiu. Era Mme Berthe Leliévre, 389 13| doutor Siméon o favor de passar imediatamente por sua casa.” ~ 390 41| pouco de esforço e tudo passará.” ~ 391 18| comerciante da cidade que passava por Ter desposado a mais 392 31| acariciando. Fez-lhe a risca, passou-lhe a escova pela barba, retorceu-lhe 393 5 | quando nos invade o desejo de pecar. Tenho mesmo a convicção 394 13| que dizia: “Mme Leliévre pede encarecidamente ao doutor 395 35| Ordenei: “Levemo-lo ao salão.” Pegamos os três nele e, levantando-o, 396 29| Peguei-lhe nos ombros um a um como 397 | pelo 398 13| por meu turno, o cordão pendido na minha cama; e logo bateram 399 44| todo o trajeto o morto se pendurou à minha orelha direita. ~ 400 21| Saltei da cama, sem mesmo pensar que estava em camisa, e 401 14| Refleti alguns segundos. Pensei: crise de nervos, vapores, 402 31| obra e disse: “É preciso penteá-lo um pouco.” A empregada foi 403 10| propósito, vou contar-lhe uma pequena história ocorrida a uma 404 8 | e as mulheres, é certo, perdem mais facilmente a cabeça 405 45| dele, anunciei que tinha perdido os sentidos no caminho. 406 43| O marido, inquieto, perguntava-me: “Será coisa grave?” Respondi-lhe: “ 407 21| poucos segundos. Depois perguntei: “Foi a senhora quem esteve 408 24| Perguntei-lhe: “Estão acordados, lá em 409 8 | devia ter feito nas ocasiões perigosas, e as mulheres, é certo, 410 40| Eu atrelei-me entre as pernas do morto como um cavalo 411 12| primeiro sono tão difícil de perturbar, pareceu-me em um sonho 412 36| rua abriu-se e fechou-se pesadamente. Era o marido que entrava. 413 12| dormia profundamente, nesse pesado primeiro sono tão difícil 414 15| Jean veio dizer-me: “É uma pessoa, homem ou mulher, não sei, 415 15| vai nisso a vida de duas pessoas.” ~ 416 21| de como uma estátua, petrificada pela angústia, murmurou: “ 417 5 | verdadeiro. Uma mulherpode amar apaixonadamente depois 418 3 | aos olhos de todos? Como poder amar com mentira e traição?” ~ 419 | pois 420 25| fazer barulho e subimos na ponta dos pés. A empregada, consternada, 421 13| cama; e logo bateram as portas, e alguns passos quebraram 422 | poucos 423 31| examinei nossa obra e disse: “É preciso penteá-lo um pouco.” A empregada 424 25| consternada, estava sentada na primeira escada do alto, com uma 425 12| noite, em que eu dormia profundamente, nesse pesado primeiro sono 426 3 | dele, que não cumpra suas promessas, seus juramentos! Mas como 427 5 | ter passado por todas as promiscuidades e por todos os fastios do 428 22| Estava pronto, mas resmunguei: “Caramba! 429 32| pudesse ainda ouvir, como para pronunciar a palavra que torna os abraços 430 42| que me deslizava nas mãos; propinei-lhe um grande soco nas costas 431 10| tardia. Mas, a vocês!... A propósito, vou contar-lhe uma pequena 432 20| Parou, arquejante, e depois prosseguiu: “Meu marido... voltará... 433 5 | Ter sido casada. Se eu a puder comparar com uma casa, diria 434 32| ouvido dele, como se ele pudesse ainda ouvir, como para pronunciar 435 30| botas, as duas mulheres puseram-se de joelhos, enquanto eu 436 | quais 437 | qual 438 | Quanto 439 13| portas, e alguns passos quebraram o silêncio da casa adormecida. 440 15| tal modo se oculta, que quer falar urgentemente com o 441 39| fazê-lo voltar a si.  Não quis chamar gente estranha. Ajude-me, 442 26| friccionado as fontes do rapaz, viam-se por terra, ao lado 443 2 | de que costumam sofrer os recém-casados ao fim do primeiro mês de 444 14| Refleti alguns segundos. Pensei: 445 33| Mas no relógio soava a meia-noite. ~ 446 32| E, de repente, soltando o que tinha nas 447 32| os abraços mais ardentes, repetiu, dez vezes seguidas, numa 448 45| dei a certidão de óbito; representava uma nova comédia diante 449 22| Estava pronto, mas resmunguei: “Caramba! Não me dão tempo 450 13| Como meu criado parecia não responder, agitei, por meu turno, 451 14| estou muitíssimo cansado. E respondi: “O doutor Siméon, bastante 452 43| perguntava-me: “Será coisa grave?” Respondi-lhe: “Não”, sorrindo e olhando 453 31| passou-lhe a escova pela barba, retorceu-lhe suavemente os bigodes com 454 49| Fez-lhe uma galante reverência! ~ 455 26| Entrei no quarto. Tudo estava revolvido como depois duma briga. 456 31| o acariciando. Fez-lhe a risca, passou-lhe a escova pela 457 40| levantou nos braços seu rival inofensivo. Eu atrelei-me 458 14| indisposto neste momento, roga a Mme Liliévre o favor de 459 19| com essas crispacoes de rosto da gente angustiada, e as 460 29| boneco, estendi-o sobre as roupas que as mulheres iam me dando. 461 26| misturado com aromas de Lubin saía da porta, causando enjôos. ~ 462 23| com abalos na voz, abalos saídos do coração lancinado: “Óh! 463 19| sem que um único som lhe saísse da boca. Por último, balbuciou: “ 464 21| de grito de dor horrível saiu-lhe dos lábios e, depois duma 465 35| Ordenei: “Levemo-lo ao salão.” Pegamos os três nele e, 466 21| Saltei da cama, sem mesmo pensar 467 | são 468 21| pararam, estancaram, como secas, dentro, pelo fogo, e tornou-se 469 32| ardentes, repetiu, dez vezes seguidas, numa voz dilacerante: “ 470 5 | casamento, o qual não é, segundo um homem ilustre, senão 471 15| pessoa, homem ou mulher, não sei, ao certo, de tal modo se 472 23| como uma insensata, havia seis meses.” ~ 473 17| Esperei sentado na cama. ~ 474 35| três nele e, levantando-o, sentei-o num canapé, acendendo depois 475 42| Senti que caía, que me deslizava 476 45| anunciei que tinha perdido os sentidos no caminho. Ajudei a subi-lo 477 | Será 478 50| Para lhe oferecer meus serviços, se a ocasião de apresentar.”~ 479 | si 480 | sido 481 13| alguns passos quebraram o silêncio da casa adormecida. Depois, 482 6 | nessas ocasiões. As mais simples são maravilhosas e livram-se 483 26| duma bacia e dum copo. E um singular cheiro a vinagre de cozinha, 484 12| um sonho confuso, que os sinos da cidade tocavam a incêndio. ~ 485 6 | livram-se com gênio das situações mais difíceis.” ~ 486 33| Mas no relógio soava a meia-noite. ~ 487 34| Tive um sobressalto. “Ohh, diabo, meia-noite, 488 42| propinei-lhe um grande soco nas costas que o lançou 489 3 | Ela, estendida no sofá, conversava: “Não, doutor, 490 2 | dessa fadiga de que costumam sofrer os recém-casados ao fim 491 23| Se o senhor soubesse como sofro! Amava-o, amava-o perdidamente, 492 32| E, de repente, soltando o que tinha nas mãos, agarrou 493 21| chorou perdidamente entre soluços e espasmos durante um minuto 494 19| duas vezes sem que um único som lhe saísse da boca. Por 495 12| perturbar, pareceu-me em um sonho confuso, que os sinos da 496 12| profundamente, nesse pesado primeiro sono tão difícil de perturbar, 497 15| aproximadamente, a campainha da rua soou de novo e Jean veio dizer-me: “ 498 23| lancinado: “Óh! Se o senhor soubesse como sofro! Amava-o, amava-o 499 | suas 500 31| pela barba, retorceu-lhe suavemente os bigodes com os dedos,


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