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Congregação para a Doutrina da Fé
Notificação sobre o livro "Jesus symbol of God" do p. R. Haight, S. J.

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III. A divindade de Jesus

A posição errónea do Autor sobre a preexistência do Filho/Logos de Deus tem como consequência uma compreensão de igual modo errónea da doutrina sobre a divindade de Jesus. Na realidade, ele usa expressões como: Jesus "deve ser considerado divino" (p. 283) e "Jesus Cristo [...] deve ser Deus verdadeiro" (p. 284). Trata-se, contudo, de afirmações que devem ser compreendidas à luz da sua posição sobre Jesus como "mediação" simbólica ("medium"): Jesus seria "uma pessoa finita" (p. 205), "uma pessoa humana" (p. 296) e "um ser humano como nós" (p. 205; 428). O "verdadeiro Deus e verdadeiro homem" deveria ser interpretado, segundo o Autor, no sentido de que "verdadeiro homem" significaria que Jesus seria "um ser humano como todos os outros" (p. 259), "um ser humano e uma criatura finita" (p. 262); enquanto que "Deus verdadeiro" significaria que o homem Jesus, na qualidade de símbolo concreto, seria ou mediaria a presença salvífica de Deus na história (cf. pp. 262; 295): só neste sentido ele poderia ser considerado como "verdadeiramente divino ou consubstancial a Deus" (p. 295). A "situação pós-moderna em cristologia", acrescenta o Autor, "exige uma mudança de interpretação que vai além da problemática de Calcedónia" (p. 290), precisamente no sentido de que a união hipostática, ou "enipostática", deveria ser compreendida "simplesmente como a união de Deus como Verbo com a pessoa humana Jesus" (p. 442).

Esta interpretação da divindade de Jesus é contrária à da Igreja, que crê em Jesus Cristo, Filho eterno de Deus, que se fez homem, como é repetidamente confessado em vários concílios ecuménicos e na pregação constante da Igreja4.




4 Cf. Concilium Nicaenum, Professio fidei: DH 125; Concilium Constantinopolitanum I, Professio fidei: DH 150; Concilium Chalcedonense, Professio fidei: DH 301, 302.






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