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Congregação para a Doutrina da Fé
Notificação sobre o livro "Jesus symbol of God" do p. R. Haight, S. J.

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VII. A ressurreição de Jesus

A apresentação que o Autor faz da ressurreição de Jesus é guiada pela sua concepção da linguagem bíblica e teológica como "simbólica de uma experiência que é historicamente mediada" (p. 131) e pelo princípio de que "ordinariamente não se deveria supor que se tenha verificado no passado uma coisa que hoje é impossível" (p. 127). Vista deste modo, a ressurreição é apresentada como a afirmação de que "Jesus é ontologicamente vivo, como um indivíduo na esfera de Deus [...], a declaração de Deus que a vida de Jesus é uma verdadeira revelação de Deus e uma autêntica existência humana" (p. 151; cf. p. 124). A ressurreição é descrita como "uma realidade transcendente que pode ser reconhecida no seu valor unicamente por uma atitude de e de esperança" (p. 126). Os discípulos, depois da morte de Jesus, ter-se-iam recordado e teriam reflectido sobre a sua vida e a sua mensagem, particularmente sobre a revelação de Deus como bom, misericordioso, preocupado pelo ser humano e pela salvação. Este recordar-se do facto que "aquilo que Deus iniciou no amor, devido ao carácter ilimitado daquele amor, continua a existir naquele amor sobrevivendo portanto ao poder e à morte definitiva" (p. 147) juntamente com uma intervenção de Deus como Espírito, progressivamente fez nascer esta nova na ressurreição, ou seja, que Jesus estava vivo e foi exaltado no poder salvífico de Deus (cf. p. 146). Além disso, segundo a interpretação do Autor, "a historicidade do sepulcro vazio e as narrações das aparições não são essenciais para a fé-esperança na ressurreição" (p. 147, n. 54; cf. pp. 124, 134). Ao contrário, estas narrações seriam "modos de expressar e de ensinar o conteúdo de uma formada" (p. 145).

A interpretação do Autor leva a uma posição incompatível com a doutrina da Igreja. Ela é elaborada com base em pressupostos erróneos e não com base nos testemunhos do Novo Testamento, segundo os quais as aparições do Ressuscitado e o sepulcro vazio estão na base da dos discípulos na ressurreição de Cristo e não o contrário.




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