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Guy de Maupassant
O substituto

IntraText - Concordâncias

(Hapax Legomena)


    Par.
1 | 6 2 37| Fez-me então, compreender abertamente por meio de outras manifestações. 3 19| seis e sete horas da tarde, abordou-me uma paisana. ~ 4 62| verdade? Ninguém o obrigou a aceitar. E preguei-lhe um soco no 5 35| Aceitas?” ~ 6 36| Respondi: aceito tudo o que a senhora quiser. 7 57| fez-lhe jurar o segredo, e aceitou-o depois, como é natural, 8 44| Achas pouco?” ~ 9 24| ar de muito satisfeita, acrescentando: “Agradeço-lhe muito, militar.” ~ 10 22| Então ela acrescentou: “Procure-me amanhã, ao 11 58| quando me tocam nisso não admito brincadeiras. 12 56| Disse-lhe que eu estava adoentado e que o havia mandado para 13 25| O agradecido sou eu, Madame. ~ 14 24| satisfeita, acrescentando: “Agradeço-lhe muito, militar.” ~ 15 | ainda 16 57| Olhou-o de alto a baixo, fez-lhe jurar o 17 34| cabelos das fontes. Nessa altura, pregou-me um beijo e disse-me 18 22| acrescentou: “Procure-me amanhã, ao meio-dia. Sou Mme Bonderoi, 19 39| no ofício, porque a grana anda muito escassa. E depois, 20 48| Há ano e meio que isso dura, meu 21 10| tempo do Sr. Bonderoi, o antigo notário, Mme Bonderoi utilizava-se, 22 | aos 23 14| Anglemare é capitão de dragões, aquartelado no faubourg de La Rivette. ~ 24 | aquele 25 | aqueles 26 50| pegará, com certeza, num artilheiro.” E a idéia revoltava-me. ~ 27 11| irreprochável. Freqüentava assiduamente a igreja, falava desdenhosamente 28 | Assim 29 | até 30 19| dezoito meses, passeando pela avenida, entre as seis e sete horas 31 13| Eis aqui a inverossímil aventura ocorrida na última quinta-feira. ~ 32 49| senti-me um tanto indisposto e baixei à enfermaria. Na terça-feira, 33 57| Olhou-o de alto a baixo, fez-lhe jurar o segredo, 34 63| capitão dAnglemare ria a bandeiras despregadas, quando me contava 35 15| motivo da questão. Tinham-se batido por Mme Bonderoi. ~ 36 34| Nessa altura, pregou-me um beijo e disse-me ao ouvido: ~ 37 34| compreendia nada. Suava em bica. Tirei o capacete e, de 38 42| moeda. Corre para o fundo do bolso e, quando as calças estão 39 48| quando meu capitão tem a bondade de me dar licença. Prefere 40 10| gostamos nós, também, de moças bonitas? ~ 41 10| muitas. Gostava dos moços bonitos. Que há nisso de estranho? 42 42| mal cosidas, vai parar às botas, ou não se encontra mais. ~ 43 58| me tocam nisso não admito brincadeiras. 44 10| uma dessas respeitáveis burguesas de vícios secretos e princípios 45 5 | respeitável Mme Bonderoi de cabelinhos revoltos e falsos que parecem 46 34| pegou no lenço e secou-me os cabelos das fontes. Nessa altura, 47 37| o capacete em cima duma cadeira e demonstrei-lhe que um 48 42| fundo do bolso e, quando as calças estão mal cosidas, vai parar 49 41| Tratos são tratos, madame. Um cálice custa dois soldos, e dois, 50 20| como quem me pergunta o caminho: “Militar, quer ganhar honradamente 51 18| Mas demos a  palavra ao cavalariano Saballe: ~ 52 39| família. Eu dizia comigo: “São cem soldos para o papai.” ~ 53 19| contar-lhe tudo, meu capitão. Há cerca de dezoito meses, passeando 54 50| estou frito; pegará, com certeza, num artilheiro.” E a idéia 55 65| dois dragões, marcando dia certo para cada um. Assim todo 56 51| Então, mandei chamar o Paumelle, que é da minha 57 27| Ao meio-dia, chamei à sua porta. ~ 58 52| dado todas as indicações. Chamou; veio ela abrir; mandou-o 59 15| Chegando outro dia de manha ao quartel, 60 37| tratava, pus o capacete em cima duma cadeira e demonstrei-lhe 61 5 | Bonderoi, a velha dama das coifas de renda, a devota, a santa, 62 5 | revoltos e falsos que parecem colados em volta do crânio. ~ 63 54| transformação, e perguntou com ar colérico: ~ 64 11| velho Bonderoi, a viúva começou a viver dos seus rendimentos, 65 | comigo 66 15| soube que dois homens de sua companhia se tinham propinado uma 67 53| O senhor compreende, meu capitão, um dragão 68 37| Fez-me então, compreender abertamente por meio de 69 42| Compreendeu bem o meu raciocínio e meteu-me 70 32| honra, meu capitão, que não compreendi nada. ~ 71 34| que queria. Mas ainda não compreendia nada. Suava em bica. Tirei 72 63| o segredo a que se havia comprometido com os dois soldados. Espero, 73 52| Concordou e partiu. Tinha-lhe dado 74 12| respeitável senhora que você conhece, toda dengosa, quizilenta, 75 55| você? Que quer daqui? Não o conheço! ~ 76 65| como esse! A velha Bonderoi conserva os seus dois dragões, marcando 77 19| Vou contar-lhe tudo, meu capitão. Há cerca 78 15| interrogados por seu oficial, contaram-lhe o motivo da questão. Tinham-se 79 63| bandeiras despregadas, quando me contava a história. Mas fez-me também 80 9 | Conte-me lá isso com todos os pormenores! ~ 81 43| dessa placa dourada. Ela contemplou-me, corou, interpretou mal 82 65| Assim todo o mundo está contente. ~ 83 43| dourada. Ela contemplou-me, corou, interpretou mal minha expressão 84 42| gosto muito dessa moeda. Corre para o fundo do bolso e, 85 42| quando as calças estão mal cosidas, vai parar às botas, ou 86 5 | parecem colados em volta do crânio. ~ 87 41| tratos, madame. Um cálice custa dois soldos, e dois, quatro.” ~ 88 52| Concordou e partiu. Tinha-lhe dado todas as indicações. Chamou; 89 5 | Mme Bonderoi, a velha dama das coifas de renda, a devota, 90 55| Quem é você? Que quer daqui? Não o conheço! ~ 91 11| desdenhosamente do próximo e não dava pasto às más línguas. ~ 92 48| porque a empregadaestá deitada. ~ 93 24| Depois, deixou-me com um ar de muito satisfeita, 94 60| Não são processos muito delicados para um dragão; estás desonrando 95 37| capacete em cima duma cadeira e demonstrei-lhe que um dragão não pode recuar 96 18| Mas demospalavra ao cavalariano 97 12| senhora que você conhece, toda dengosa, quizilenta, má. ~ 98 34| Tirei o capacete e, de dentro, o lenço. Ela pegou no lenço 99 23| faltarei, madame; esteja descansada. 100 26| Não descansei, de impaciência, até o dia 101 54| Mas, de pronto, descobriu a transformação, e perguntou 102 11| assiduamente a igreja, falava desdenhosamente do próximo e não dava pasto 103 60| delicados para um dragão; estás desonrando o uniforme.” ~ 104 30| Respondi-lhe: “Despachar-me? Com muito gosto, mas que 105 29| Despachemo-nos, disse, porque pode entrar 106 63| Anglemare ria a bandeiras despregadas, quando me contava a história. 107 | dessas 108 | desses 109 47| Deu-mas e retirou-se. ~ 110 30| Com muito gosto, mas que devo fazer?” ~ 111 5 | dama das coifas de renda, a devota, a santa, a respeitável 112 19| meu capitão. Há cerca de dezoito meses, passeando pela avenida, 113 46| mas se não lhe faz grande diferença, gostaria de ter duas peças 114 38| porque a paisana não estava, digamos, na primeira juventude. ~ 115 17| É o que lhe digo, me amigo, por Mme Bonderoi. ~ 116 29| Despachemo-nos, disse, porque pode entrar a empregada. ~ 117 38| Verdade seja dita, o caso não me sorria muito, 118 58| fossem para mim, não teria dito nada, mas eram para o meu 119 10| utilizava-se, ao que se diz, dos escreventes, para seu 120 61| Levantou-me a mão, capitão, dizendo-me que um frete desses valia 121 39| sustentar a família. Eu dizia comigo: “São cem soldos 122 61| desses valia mais do que o dobro. ~ 123 7 | Você está doido? ~ 124 43| tirava os olhos dessa placa dourada. Ela contemplou-me, corou, 125 46| diferença, gostaria de ter duas peças de cinco.” ~ 126 15| tem leis severas. Houve duelo. Depois, os soldados reconciliaram-se; 127 37| pus o capacete em cima duma cadeira e demonstrei-lhe 128 48| Há ano e meio que isso dura, meu capitão. Vejo-a todas 129 | Eis 130 42| parar às botas, ou não se encontra mais. ~ 131 49| tanto indisposto e baixei à enfermaria. Na terça-feira, não houve 132 | entre 133 12| Depois envelheceu, e é hoje essa pequenina 134 | era 135 | eram 136 39| porque a grana anda muito escassa. E depois, temos que sustentar 137 10| utilizava-se, ao que se diz, dos escreventes, para seu serviço particular. 138 63| comprometido com os dois soldados. Espero, pois, que você não me traia; 139 | esse 140 42| bolso e, quando as calças estão mal cosidas, vai parar às 141 60| delicados para um dragão; estás desonrando o uniforme.” ~ 142 23| Não faltarei, madame; esteja descansada. 143 10| bonitos. Que há nisso de estranho? Não gostamos nós, também, 144 39| gente não pode ser muito exigente no ofício, porque a grana 145 56| Então Paumelle lhe explicou. Disse-lhe que eu estava 146 43| corou, interpretou mal minha expressão e perguntou-me: ~ 147 66| Formidável! Extraordinária essa história! ~ 148 31| rir e redargüiu: “Não te faças de sonso, grande finório!” ~ 149 11| Freqüentava assiduamente a igreja, falava desdenhosamente do próximo 150 5 | de cabelinhos revoltos e falsos que parecem colados em volta 151 67| E aos velhos pais não falta o pão na mesa. A moral está 152 23| Não faltarei, madame; esteja descansada. 153 39| depois, temos que sustentar a família. Eu dizia comigo: “São cem 154 14| dragões, aquartelado no faubourg de La Rivette. ~ 155 46| madame, mas se não lhe faz grande diferença, gostaria 156 30| muito gosto, mas que devo fazer?” ~ 157 57| Olhou-o de alto a baixo, fez-lhe jurar o segredo, e aceitou-o 158 40| me retirar. Queria que eu ficasse um pouco mais. ~ 159 49| sair, e eu me remoía os fígados por aqueles dez francos, 160 31| te faças de sonso, grande finório!” ~ 161 28| pessoa. Tinha um molho de fitas pequeninas, na cabeça. ~ 162 34| secou-me os cabelos das fontes. Nessa altura, pregou-me 163 58| dar os cinco francos. Se fossem para mim, não teria dito 164 11| pacata e irreprochável. Freqüentava assiduamente a igreja, falava 165 50| não vai lá ninguém, estou frito; pegará, com certeza, num 166 42| dessa moeda. Corre para o fundo do bolso e, quando as calças 167 20| caminho: “Militar, quer ganhar honradamente dez francos 168 4 | Posso garantir-lhe. ~ 169 39| Mas a gente não pode ser muito exigente 170 10| há nisso de estranho? Não gostamos nós, também, de moças bonitas? ~ 171 46| lhe faz grande diferença, gostaria de ter duas peças de cinco.” ~ 172 10| inflexíveis, como há muitas. Gostava dos moços bonitos. Que há 173 39| exigente no ofício, porque a grana anda muito escassa. E depois, 174 63| não me traia; prometa-me guardar isso para você? ~ 175 49| francos, a que já estava habituado. ~ 176 12| Depois envelheceu, e é hoje essa pequenina e respeitável 177 15| quartel, soube que dois homens de sua companhia se tinham 178 20| caminho: “Militar, quer ganhar honradamente dez francos por semana?” ~ 179 19| avenida, entre as seis e sete horas da tarde, abordou-me uma 180 50| certeza, num artilheiro.” E a idéia revoltava-me. ~ 181 11| Freqüentava assiduamente a igreja, falava desdenhosamente 182 26| Não descansei, de impaciência, até o dia seguinte. ~ 183 52| Tinha-lhe dado todas as indicações. Chamou; veio ela abrir; 184 49| semana senti-me um tanto indisposto e baixei à enfermaria. Na 185 10| vícios secretos e princípios inflexíveis, como há muitas. Gostava 186 43| Ela contemplou-me, corou, interpretou mal minha expressão e perguntou-me: ~ 187 15| soldados reconciliaram-se; e, interrogados por seu oficial, contaram-lhe 188 13| Eis aqui a inverossímil aventura ocorrida na última 189 11| seus rendimentos, pacata e irreprochável. Freqüentava assiduamente 190 | isto 191 14| Como você sabe, o meu amigo Jean dAnglemare é capitão de 192 33| com os ossos numa prisão. Jura que serás mudo.” ~ 193 34| Jurei-lhe o que queria. Mas ainda 194 8 | Juro-lho. ~ 195 38| estava, digamos, na primeira juventude. ~ 196 15| surra. A honra militar tem leis severas. Houve duelo. Depois, 197 61| Levantou-me a mão, capitão, dizendo-me 198 48| tem a bondade de me dar licença. Prefere de noite, porque 199 11| e não dava pasto às más línguas. ~ 200 | logo 201 12| toda dengosa, quizilenta, . ~ 202 56| adoentado e que o havia mandado para me substituir. ~ 203 51| Então, mandei chamar o Paumelle, que é 204 52| Chamou; veio ela abrir; mandou-o entrar; não lhe olhou para 205 15| Chegando outro dia de manha ao quartel, soube que dois 206 37| abertamente por meio de outras manifestações. Quando vi do que se tratava, 207 65| conserva os seus dois dragões, marcando dia certo para cada um. 208 11| próximo e não dava pasto às más línguas. ~ 209 67| pais não falta o pão na mesa. A moral está satisfeita.~ 210 19| capitão. Há cerca de dezoito meses, passeando pela avenida, 211 | mesmo 212 42| Compreendeu bem o meu raciocínio e meteu-me na mão um pequeno napoleão 213 65| É muito simples. Há mil como esse! A velha Bonderoi 214 10| gostamos nós, também, de moças bonitas? ~ 215 10| como há muitas. Gostava dos moços bonitos. Que há nisso de 216 42| francos. Não gosto muito dessa moeda. Corre para o fundo do bolso 217 28| abrir, em pessoa. Tinha um molho de fitas pequeninas, na 218 67| não falta o pão na mesa. A moral está satisfeita.~ 219 11| Morto o velho Bonderoi, a viúva 220 15| oficial, contaram-lhe o motivo da questão. Tinham-se batido 221 33| numa prisão. Jura que serás mudo.” ~ 222 | muitas 223 65| para cada um. Assim todo o mundo está contente. ~ 224 42| meteu-me na mão um pequeno napoleão de dez francos. Não gosto 225 62| E preguei-lhe um soco no nariz. O meu capitãosabe o 226 57| aceitou-o depois, como é natural, visto que o Paumelle também 227 | Nessa 228 | nisto 229 | nós 230 10| do Sr. Bonderoi, o antigo notário, Mme Bonderoi utilizava-se, 231 | num 232 33| isto, vais dar com os ossos numa prisão. Jura que serás mudo.” ~ 233 | nunca 234 62| não é verdade? Ninguém o obrigou a aceitar. E preguei-lhe 235 13| a inverossímil aventura ocorrida na última quinta-feira. ~ 236 15| e, interrogados por seu oficial, contaram-lhe o motivo da 237 39| pode ser muito exigente no ofício, porque a grana anda muito 238 | Oh 239 43| pensando nisto, não tirava os olhos dessa placa dourada. Ela 240 52| mandou-o entrar; não lhe olhou para a cabeça, e não reparou 241 57| Olhou-o de alto a baixo, fez-lhe 242 62| Cada qual tem a sua opinião, não é verdade? Ninguém 243 21| Pois não, Madame! Às suas ordens.” ~ 244 33| tudo isto, vais dar com os ossos numa prisão. Jura que serás 245 | ou 246 10| Então, ouça. No tempo do Sr. Bonderoi, 247 | outra 248 | outras 249 34| pregou-me um beijo e disse-me ao ouvido: ~ 250 11| viver dos seus rendimentos, pacata e irreprochável. Freqüentava 251 58| nada, mas eram para o meu pai, e quando me tocam nisso 252 67| E aos velhos pais não falta o pão na mesa. 253 67| velhos pais não falta o pão na mesa. A moral está satisfeita.~ 254 39| São cem soldos para o papai.” ~ 255 42| calças estão mal cosidas, vai parar às botas, ou não se encontra 256 53| capitão, um dragão de capacete parece-se com outro dragão. ~ 257 5 | cabelinhos revoltos e falsos que parecem colados em volta do crânio. ~ 258 57| o Paumelle também é bem parecido. ~ 259 10| escreventes, para seu serviço particular. É uma dessas respeitáveis 260 52| Concordou e partiu. Tinha-lhe dado todas as 261 19| cerca de dezoito meses, passeando pela avenida, entre as seis 262 11| desdenhosamente do próximo e não dava pasto às más línguas. ~ 263 46| diferença, gostaria de ter duas peças de cinco.” ~ 264 50| lá ninguém, estou frito; pegará, com certeza, num artilheiro.” 265 34| de dentro, o lenço. Ela pegou no lenço e secou-me os cabelos 266 | pela 267 43| E, pensando nisto, não tirava os olhos 268 50| E pensei: “Se não vai lá ninguém, 269 12| envelheceu, e é hoje essa pequenina e respeitável senhora que 270 28| Tinha um molho de fitas pequeninas, na cabeça. ~ 271 42| raciocínio e meteu-me na mão um pequeno napoleão de dez francos. 272 20| Disse-me, como quem me pergunta o caminho: “Militar, quer 273 54| descobriu a transformação, e perguntou com ar colérico: ~ 274 43| interpretou mal minha expressão e perguntou-me: ~ 275 33| Sentou-se pertinho de mim, e disse-me: “Se 276 28| Ela mesma veio abrir, em pessoa. Tinha um molho de fitas 277 43| não tirava os olhos dessa placa dourada. Ela contemplou-me, 278 9 | Conte-me lá isso com todos os pormenores! ~ 279 27| Ao meio-dia, chamei à sua porta. ~ 280 31| Então, ela se pôs a rir e redargüiu: “Não 281 3 | Não é possível. ~ 282 4 | Posso garantir-lhe. ~ 283 46| Não é precisamente isso, madame, mas se não 284 48| bondade de me dar licença. Prefere de noite, porque a empregada 285 34| das fontes. Nessa altura, pregou-me um beijo e disse-me ao ouvido: ~ 286 62| Ninguém o obrigou a aceitar. E preguei-lhe um soco no nariz. O meu 287 40| Feito o frete, meu capitão, preparei-me para me retirar. Queria 288 38| não estava, digamos, na primeira juventude. ~ 289 10| burguesas de vícios secretos e princípios inflexíveis, como há muitas. 290 33| vais dar com os ossos numa prisão. Jura que serás mudo.” ~ 291 60| Não são processos muito delicados para um 292 22| Então ela acrescentou: “Procure-me amanhã, ao meio-dia. Sou 293 63| que você não me traia; prometa-me guardar isso para você? ~ 294 54| Mas, de pronto, descobriu a transformação, 295 15| sua companhia se tinham propinado uma formidável surra. A 296 11| falava desdenhosamente do próximo e não dava pasto às más 297 37| Quando vi do que se tratava, pus o capacete em cima duma 298 | qual 299 15| Chegando outro dia de manha ao quartel, soube que dois homens de 300 41| custa dois soldos, e dois, quatro.” ~ 301 15| contaram-lhe o motivo da questão. Tinham-se batido por Mme 302 13| aventura ocorrida na última quinta-feira. ~ 303 58| voltou, meu capitão, não me quis dar os cinco francos. Se 304 36| aceito tudo o que a senhora quiser. Não estou aqui para outra 305 12| você conhece, toda dengosa, quizilenta, má. ~ 306 42| Compreendeu bem o meu raciocínio e meteu-me na mão um pequeno 307 64| Não tenha receio. Mas que solução teve o 308 15| duelo. Depois, os soldados reconciliaram-se; e, interrogados por seu 309 37| demonstrei-lhe que um dragão não pode recuar nunca, meu capitão. ~ 310 31| Então, ela se pôs a rir e redargüiu: “Não te faças de sonso, 311 49| houve meio de sair, e eu me remoía os fígados por aqueles dez 312 5 | velha dama das coifas de renda, a devota, a santa, a respeitável 313 11| começou a viver dos seus rendimentos, pacata e irreprochável. 314 52| olhou para a cabeça, e não reparou logo que não era o mesmo. ~ 315 33| de mim, e disse-me: “Se repetes uma palavra de tudo isto, 316 10| particular. É uma dessas respeitáveis burguesas de vícios secretos 317 36| Respondi: aceito tudo o que a senhora 318 62| O meu capitãosabe o resto.” ~ 319 40| capitão, preparei-me para me retirar. Queria que eu ficasse um 320 47| Deu-mas e retirou-se. ~ 321 50| num artilheiro.” E a idéia revoltava-me. ~ 322 5 | Mme Bonderoi de cabelinhos revoltos e falsos que parecem colados 323 63| O capitão dAnglemare ria a bandeiras despregadas, 324 31| Então, ela se pôs a rir e redargüiu: “Não te faças 325 14| aquartelado no faubourg de La Rivette. ~ 326 22| meio-dia. Sou Mme Bonderoi, Rua de La Tranchés, 6. ~ 327 18| palavra ao cavalariano Saballe: ~ 328 58| Mas quando aquele sabido voltou, meu capitão, não 329 49| terça-feira, não houve meio de sair, e eu me remoía os fígados 330 5 | coifas de renda, a devota, a santa, a respeitável Mme Bonderoi 331 34| lenço. Ela pegou no lenço e secou-me os cabelos das fontes. Nessa 332 10| respeitáveis burguesas de vícios secretos e princípios inflexíveis, 333 26| de impaciência, até o dia seguinte. ~ 334 19| passeando pela avenida, entre as seis e sete horas da tarde, abordou-me 335 | seja 336 53| O senhor compreende, meu capitão, 337 49| Na última semana senti-me um tanto indisposto e baixei 338 33| Sentou-se pertinho de mim, e disse-me: “ 339 39| Mas a gente não pode ser muito exigente no ofício, 340 | serás 341 10| dos escreventes, para seu serviço particular. É uma dessas 342 19| avenida, entre as seis e sete horas da tarde, abordou-me 343 15| A honra militar tem leis severas. Houve duelo. Depois, os 344 | Sim 345 65| É muito simples. Há mil como esse! A velha 346 21| Respondi-lhe sinceramente: “Pois não, Madame! Às suas 347 62| aceitar. E preguei-lhe um soco no nariz. O meu capitão 348 64| Não tenha receio. Mas que solução teve o caso? ~ 349 31| redargüiu: “Não te faças de sonso, grande finório!” ~ 350 38| seja dita, o caso não me sorria muito, porque a paisana 351 15| dia de manha ao quartel, soube que dois homens de sua companhia 352 10| Então, ouça. No tempo do Sr. Bonderoi, o antigo notário, 353 | suas 354 34| ainda não compreendia nada. Suava em bica. Tirei o capacete 355 56| o havia mandado para me substituir. ~ 356 15| propinado uma formidável surra. A honra militar tem leis 357 39| escassa. E depois, temos que sustentar a família. Eu dizia comigo: “ 358 | tanto 359 19| as seis e sete horas da tarde, abordou-me uma paisana. ~ 360 | te 361 | temos 362 10| Então, ouça. No tempo do Sr. Bonderoi, o antigo 363 | tenha 364 | ter 365 49| baixei à enfermaria. Na terça-feira, não houve meio de sair, 366 48| capitão. Vejo-a todas as terças-feiras, à noite, quando meu capitão 367 | teria 368 51| Paumelle, que é da minha terra, e disse-lhe a coisa: “Cinco 369 | teve 370 | ti 371 | Tinha 372 52| Concordou e partiu. Tinha-lhe dado todas as indicações. 373 | tinham 374 15| contaram-lhe o motivo da questão. Tinham-se batido por Mme Bonderoi. ~ 375 43| E, pensando nisto, não tirava os olhos dessa placa dourada. 376 34| compreendia nada. Suava em bica. Tirei o capacete e, de dentro, 377 58| para o meu pai, e quando me tocam nisso não admito brincadeiras. 378 | toda 379 | todo 380 | todos 381 63| Espero, pois, que você não me traia; prometa-me guardar isso 382 22| Mme Bonderoi, Rua de La Tranchés, 6. ~ 383 54| de pronto, descobriu a transformação, e perguntou com ar colérico: ~ 384 37| manifestações. Quando vi do que se tratava, pus o capacete em cima 385 60| dragão; estás desonrando o uniforme.” ~ 386 10| antigo notário, Mme Bonderoi utilizava-se, ao que se diz, dos escreventes, 387 33| uma palavra de tudo isto, vais dar com os ossos numa prisão. 388 61| dizendo-me que um frete desses valia mais do que o dobro. ~ 389 48| isso dura, meu capitão. Vejo-a todas as terças-feiras, 390 11| Morto o velho Bonderoi, a viúva começou 391 67| E aos velhos pais não falta o pão na 392 37| outras manifestações. Quando vi do que se tratava, pus o 393 10| respeitáveis burguesas de vícios secretos e princípios inflexíveis, 394 57| depois, como é natural, visto que o Paumelle também é 395 11| Morto o velho Bonderoi, a viúva começou a viver dos seus 396 11| Bonderoi, a viúva começou a viver dos seus rendimentos, pacata 397 5 | falsos que parecem colados em volta do crânio. ~ 398 58| Mas quando aquele sabido voltou, meu capitão, não me quis 399 19| Vou contar-lhe tudo, meu capitão.


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