Par.
1 | 6
2 37| Fez-me então, compreender abertamente por meio de outras manifestações.
3 19| seis e sete horas da tarde, abordou-me uma paisana. ~
4 62| verdade? Ninguém o obrigou a aceitar. E preguei-lhe um soco no
5 35| Aceitas?” ~
6 36| Respondi: aceito tudo o que a senhora quiser.
7 57| fez-lhe jurar o segredo, e aceitou-o depois, como é natural,
8 44| Achas pouco?” ~
9 24| ar de muito satisfeita, acrescentando: “Agradeço-lhe muito, militar.” ~
10 22| Então ela acrescentou: “Procure-me amanhã, ao
11 58| quando me tocam nisso não admito brincadeiras.
12 56| Disse-lhe que eu estava adoentado e que o havia mandado para
13 25| O agradecido sou eu, Madame. ~
14 24| satisfeita, acrescentando: “Agradeço-lhe muito, militar.” ~
15 | ainda
16 57| Olhou-o de alto a baixo, fez-lhe jurar o
17 34| cabelos das fontes. Nessa altura, pregou-me um beijo e disse-me
18 22| acrescentou: “Procure-me amanhã, ao meio-dia. Sou Mme Bonderoi,
19 39| no ofício, porque a grana anda muito escassa. E depois,
20 48| Há ano e meio que isso dura, meu
21 10| tempo do Sr. Bonderoi, o antigo notário, Mme Bonderoi utilizava-se,
22 | aos
23 14| Anglemare é capitão de dragões, aquartelado no faubourg de La Rivette. ~
24 | aquele
25 | aqueles
26 50| pegará, com certeza, num artilheiro.” E a idéia revoltava-me. ~
27 11| irreprochável. Freqüentava assiduamente a igreja, falava desdenhosamente
28 | Assim
29 | até
30 19| dezoito meses, passeando pela avenida, entre as seis e sete horas
31 13| Eis aqui a inverossímil aventura ocorrida na última quinta-feira. ~
32 49| senti-me um tanto indisposto e baixei à enfermaria. Na terça-feira,
33 57| Olhou-o de alto a baixo, fez-lhe jurar o segredo,
34 63| capitão d’Anglemare ria a bandeiras despregadas, quando me contava
35 15| motivo da questão. Tinham-se batido por Mme Bonderoi. ~
36 34| Nessa altura, pregou-me um beijo e disse-me ao ouvido: ~
37 34| compreendia nada. Suava em bica. Tirei o capacete e, de
38 42| moeda. Corre para o fundo do bolso e, quando as calças estão
39 48| quando meu capitão tem a bondade de me dar licença. Prefere
40 10| gostamos nós, também, de moças bonitas? ~
41 10| muitas. Gostava dos moços bonitos. Que há nisso de estranho?
42 42| mal cosidas, vai parar às botas, ou não se encontra mais. ~
43 58| me tocam nisso não admito brincadeiras.
44 10| uma dessas respeitáveis burguesas de vícios secretos e princípios
45 5 | respeitável Mme Bonderoi de cabelinhos revoltos e falsos que parecem
46 34| pegou no lenço e secou-me os cabelos das fontes. Nessa altura,
47 37| o capacete em cima duma cadeira e demonstrei-lhe que um
48 42| fundo do bolso e, quando as calças estão mal cosidas, vai parar
49 41| Tratos são tratos, madame. Um cálice custa dois soldos, e dois,
50 20| como quem me pergunta o caminho: “Militar, quer ganhar honradamente
51 18| Mas demos a palavra ao cavalariano Saballe: ~
52 39| família. Eu dizia comigo: “São cem soldos para o papai.” ~
53 19| contar-lhe tudo, meu capitão. Há cerca de dezoito meses, passeando
54 50| estou frito; pegará, com certeza, num artilheiro.” E a idéia
55 65| dois dragões, marcando dia certo para cada um. Assim todo
56 51| Então, mandei chamar o Paumelle, que é da minha
57 27| Ao meio-dia, chamei à sua porta. ~
58 52| dado todas as indicações. Chamou; veio ela abrir; mandou-o
59 15| Chegando outro dia de manha ao quartel,
60 37| tratava, pus o capacete em cima duma cadeira e demonstrei-lhe
61 5 | Bonderoi, a velha dama das coifas de renda, a devota, a santa,
62 5 | revoltos e falsos que parecem colados em volta do crânio. ~
63 54| transformação, e perguntou com ar colérico: ~
64 11| velho Bonderoi, a viúva começou a viver dos seus rendimentos,
65 | comigo
66 15| soube que dois homens de sua companhia se tinham propinado uma
67 53| O senhor compreende, meu capitão, um dragão
68 37| Fez-me então, compreender abertamente por meio de
69 42| Compreendeu bem o meu raciocínio e meteu-me
70 32| honra, meu capitão, que não compreendi nada. ~
71 34| que queria. Mas ainda não compreendia nada. Suava em bica. Tirei
72 63| o segredo a que se havia comprometido com os dois soldados. Espero,
73 52| Concordou e partiu. Tinha-lhe dado
74 12| respeitável senhora que você conhece, toda dengosa, quizilenta,
75 55| você? Que quer daqui? Não o conheço! ~
76 65| como esse! A velha Bonderoi conserva os seus dois dragões, marcando
77 19| Vou contar-lhe tudo, meu capitão. Há cerca
78 15| interrogados por seu oficial, contaram-lhe o motivo da questão. Tinham-se
79 63| bandeiras despregadas, quando me contava a história. Mas fez-me também
80 9 | Conte-me lá isso com todos os pormenores! ~
81 43| dessa placa dourada. Ela contemplou-me, corou, interpretou mal
82 65| Assim todo o mundo está contente. ~
83 43| dourada. Ela contemplou-me, corou, interpretou mal minha expressão
84 42| gosto muito dessa moeda. Corre para o fundo do bolso e,
85 42| quando as calças estão mal cosidas, vai parar às botas, ou
86 5 | parecem colados em volta do crânio. ~
87 41| tratos, madame. Um cálice custa dois soldos, e dois, quatro.” ~
88 52| Concordou e partiu. Tinha-lhe dado todas as indicações. Chamou;
89 5 | Mme Bonderoi, a velha dama das coifas de renda, a devota,
90 55| Quem é você? Que quer daqui? Não o conheço! ~
91 11| desdenhosamente do próximo e não dava pasto às más línguas. ~
92 48| porque a empregada já está deitada. ~
93 24| Depois, deixou-me com um ar de muito satisfeita,
94 60| Não são processos muito delicados para um dragão; estás desonrando
95 37| capacete em cima duma cadeira e demonstrei-lhe que um dragão não pode recuar
96 18| Mas demos a palavra ao cavalariano
97 12| senhora que você conhece, toda dengosa, quizilenta, má. ~
98 34| Tirei o capacete e, de dentro, o lenço. Ela pegou no lenço
99 23| faltarei, madame; esteja descansada.
100 26| Não descansei, de impaciência, até o dia
101 54| Mas, de pronto, descobriu a transformação, e perguntou
102 11| assiduamente a igreja, falava desdenhosamente do próximo e não dava pasto
103 60| delicados para um dragão; estás desonrando o uniforme.” ~
104 30| Respondi-lhe: “Despachar-me? Com muito gosto, mas que
105 29| Despachemo-nos, disse, porque pode entrar
106 63| Anglemare ria a bandeiras despregadas, quando me contava a história.
107 | dessas
108 | desses
109 47| Deu-mas e retirou-se. ~
110 30| Com muito gosto, mas que devo fazer?” ~
111 5 | dama das coifas de renda, a devota, a santa, a respeitável
112 19| meu capitão. Há cerca de dezoito meses, passeando pela avenida,
113 46| mas se não lhe faz grande diferença, gostaria de ter duas peças
114 38| porque a paisana não estava, digamos, na primeira juventude. ~
115 17| É o que lhe digo, me amigo, por Mme Bonderoi. ~
116 29| Despachemo-nos, disse, porque pode entrar a empregada. ~
117 38| Verdade seja dita, o caso não me sorria muito,
118 58| fossem para mim, não teria dito nada, mas eram para o meu
119 10| utilizava-se, ao que se diz, dos escreventes, para seu
120 61| Levantou-me a mão, capitão, dizendo-me que um frete desses valia
121 39| sustentar a família. Eu dizia comigo: “São cem soldos
122 61| desses valia mais do que o dobro. ~
123 7 | Você está doido? ~
124 43| tirava os olhos dessa placa dourada. Ela contemplou-me, corou,
125 46| diferença, gostaria de ter duas peças de cinco.” ~
126 15| tem leis severas. Houve duelo. Depois, os soldados reconciliaram-se;
127 37| pus o capacete em cima duma cadeira e demonstrei-lhe
128 48| Há ano e meio que isso dura, meu capitão. Vejo-a todas
129 | Eis
130 42| parar às botas, ou não se encontra mais. ~
131 49| tanto indisposto e baixei à enfermaria. Na terça-feira, não houve
132 | entre
133 12| Depois envelheceu, e é hoje essa pequenina
134 | era
135 | eram
136 39| porque a grana anda muito escassa. E depois, temos que sustentar
137 10| utilizava-se, ao que se diz, dos escreventes, para seu serviço particular.
138 63| comprometido com os dois soldados. Espero, pois, que você não me traia;
139 | esse
140 42| bolso e, quando as calças estão mal cosidas, vai parar às
141 60| delicados para um dragão; estás desonrando o uniforme.” ~
142 23| Não faltarei, madame; esteja descansada.
143 10| bonitos. Que há nisso de estranho? Não gostamos nós, também,
144 39| gente não pode ser muito exigente no ofício, porque a grana
145 56| Então Paumelle lhe explicou. Disse-lhe que eu estava
146 43| corou, interpretou mal minha expressão e perguntou-me: ~
147 66| Formidável! Extraordinária essa história! ~
148 31| rir e redargüiu: “Não te faças de sonso, grande finório!” ~
149 11| Freqüentava assiduamente a igreja, falava desdenhosamente do próximo
150 5 | de cabelinhos revoltos e falsos que parecem colados em volta
151 67| E aos velhos pais não falta o pão na mesa. A moral está
152 23| Não faltarei, madame; esteja descansada.
153 39| depois, temos que sustentar a família. Eu dizia comigo: “São cem
154 14| dragões, aquartelado no faubourg de La Rivette. ~
155 46| madame, mas se não lhe faz grande diferença, gostaria
156 30| muito gosto, mas que devo fazer?” ~
157 57| Olhou-o de alto a baixo, fez-lhe jurar o segredo, e aceitou-o
158 40| me retirar. Queria que eu ficasse um pouco mais. ~
159 49| sair, e eu me remoía os fígados por aqueles dez francos,
160 31| te faças de sonso, grande finório!” ~
161 28| pessoa. Tinha um molho de fitas pequeninas, na cabeça. ~
162 34| secou-me os cabelos das fontes. Nessa altura, pregou-me
163 58| dar os cinco francos. Se fossem para mim, não teria dito
164 11| pacata e irreprochável. Freqüentava assiduamente a igreja, falava
165 50| não vai lá ninguém, estou frito; pegará, com certeza, num
166 42| dessa moeda. Corre para o fundo do bolso e, quando as calças
167 20| caminho: “Militar, quer ganhar honradamente dez francos
168 4 | Posso garantir-lhe. ~
169 39| Mas a gente não pode ser muito exigente
170 10| há nisso de estranho? Não gostamos nós, também, de moças bonitas? ~
171 46| lhe faz grande diferença, gostaria de ter duas peças de cinco.” ~
172 10| inflexíveis, como há muitas. Gostava dos moços bonitos. Que há
173 39| exigente no ofício, porque a grana anda muito escassa. E depois,
174 63| não me traia; prometa-me guardar isso para você? ~
175 49| francos, a que já estava habituado. ~
176 12| Depois envelheceu, e é hoje essa pequenina e respeitável
177 15| quartel, soube que dois homens de sua companhia se tinham
178 20| caminho: “Militar, quer ganhar honradamente dez francos por semana?” ~
179 19| avenida, entre as seis e sete horas da tarde, abordou-me uma
180 50| certeza, num artilheiro.” E a idéia revoltava-me. ~
181 11| Freqüentava assiduamente a igreja, falava desdenhosamente
182 26| Não descansei, de impaciência, até o dia seguinte. ~
183 52| Tinha-lhe dado todas as indicações. Chamou; veio ela abrir;
184 49| semana senti-me um tanto indisposto e baixei à enfermaria. Na
185 10| vícios secretos e princípios inflexíveis, como há muitas. Gostava
186 43| Ela contemplou-me, corou, interpretou mal minha expressão e perguntou-me: ~
187 15| soldados reconciliaram-se; e, interrogados por seu oficial, contaram-lhe
188 13| Eis aqui a inverossímil aventura ocorrida na última
189 11| seus rendimentos, pacata e irreprochável. Freqüentava assiduamente
190 | isto
191 14| Como você sabe, o meu amigo Jean d’Anglemare é capitão de
192 33| com os ossos numa prisão. Jura que serás mudo.” ~
193 34| Jurei-lhe o que queria. Mas ainda
194 8 | Juro-lho. ~
195 38| estava, digamos, na primeira juventude. ~
196 15| surra. A honra militar tem leis severas. Houve duelo. Depois,
197 61| Levantou-me a mão, capitão, dizendo-me
198 48| tem a bondade de me dar licença. Prefere de noite, porque
199 11| e não dava pasto às más línguas. ~
200 | logo
201 12| toda dengosa, quizilenta, má. ~
202 56| adoentado e que o havia mandado para me substituir. ~
203 51| Então, mandei chamar o Paumelle, que é
204 52| Chamou; veio ela abrir; mandou-o entrar; não lhe olhou para
205 15| Chegando outro dia de manha ao quartel, soube que dois
206 37| abertamente por meio de outras manifestações. Quando vi do que se tratava,
207 65| conserva os seus dois dragões, marcando dia certo para cada um.
208 11| próximo e não dava pasto às más línguas. ~
209 67| pais não falta o pão na mesa. A moral está satisfeita.~
210 19| capitão. Há cerca de dezoito meses, passeando pela avenida,
211 | mesmo
212 42| Compreendeu bem o meu raciocínio e meteu-me na mão um pequeno napoleão
213 65| É muito simples. Há mil como esse! A velha Bonderoi
214 10| gostamos nós, também, de moças bonitas? ~
215 10| como há muitas. Gostava dos moços bonitos. Que há nisso de
216 42| francos. Não gosto muito dessa moeda. Corre para o fundo do bolso
217 28| abrir, em pessoa. Tinha um molho de fitas pequeninas, na
218 67| não falta o pão na mesa. A moral está satisfeita.~
219 11| Morto o velho Bonderoi, a viúva
220 15| oficial, contaram-lhe o motivo da questão. Tinham-se batido
221 33| numa prisão. Jura que serás mudo.” ~
222 | muitas
223 65| para cada um. Assim todo o mundo está contente. ~
224 42| meteu-me na mão um pequeno napoleão de dez francos. Não gosto
225 62| E preguei-lhe um soco no nariz. O meu capitão já sabe o
226 57| aceitou-o depois, como é natural, visto que o Paumelle também
227 | Nessa
228 | nisto
229 | nós
230 10| do Sr. Bonderoi, o antigo notário, Mme Bonderoi utilizava-se,
231 | num
232 33| isto, vais dar com os ossos numa prisão. Jura que serás mudo.” ~
233 | nunca
234 62| não é verdade? Ninguém o obrigou a aceitar. E preguei-lhe
235 13| a inverossímil aventura ocorrida na última quinta-feira. ~
236 15| e, interrogados por seu oficial, contaram-lhe o motivo da
237 39| pode ser muito exigente no ofício, porque a grana anda muito
238 | Oh
239 43| pensando nisto, não tirava os olhos dessa placa dourada. Ela
240 52| mandou-o entrar; não lhe olhou para a cabeça, e não reparou
241 57| Olhou-o de alto a baixo, fez-lhe
242 62| Cada qual tem a sua opinião, não é verdade? Ninguém
243 21| Pois não, Madame! Às suas ordens.” ~
244 33| tudo isto, vais dar com os ossos numa prisão. Jura que serás
245 | ou
246 10| Então, ouça. No tempo do Sr. Bonderoi,
247 | outra
248 | outras
249 34| pregou-me um beijo e disse-me ao ouvido: ~
250 11| viver dos seus rendimentos, pacata e irreprochável. Freqüentava
251 58| nada, mas eram para o meu pai, e quando me tocam nisso
252 67| E aos velhos pais não falta o pão na mesa.
253 67| velhos pais não falta o pão na mesa. A moral está satisfeita.~
254 39| São cem soldos para o papai.” ~
255 42| calças estão mal cosidas, vai parar às botas, ou não se encontra
256 53| capitão, um dragão de capacete parece-se com outro dragão. ~
257 5 | cabelinhos revoltos e falsos que parecem colados em volta do crânio. ~
258 57| o Paumelle também é bem parecido. ~
259 10| escreventes, para seu serviço particular. É uma dessas respeitáveis
260 52| Concordou e partiu. Tinha-lhe dado todas as
261 19| cerca de dezoito meses, passeando pela avenida, entre as seis
262 11| desdenhosamente do próximo e não dava pasto às más línguas. ~
263 46| diferença, gostaria de ter duas peças de cinco.” ~
264 50| lá ninguém, estou frito; pegará, com certeza, num artilheiro.”
265 34| de dentro, o lenço. Ela pegou no lenço e secou-me os cabelos
266 | pela
267 43| E, pensando nisto, não tirava os olhos
268 50| E pensei: “Se não vai lá ninguém,
269 12| envelheceu, e é hoje essa pequenina e respeitável senhora que
270 28| Tinha um molho de fitas pequeninas, na cabeça. ~
271 42| raciocínio e meteu-me na mão um pequeno napoleão de dez francos.
272 20| Disse-me, como quem me pergunta o caminho: “Militar, quer
273 54| descobriu a transformação, e perguntou com ar colérico: ~
274 43| interpretou mal minha expressão e perguntou-me: ~
275 33| Sentou-se pertinho de mim, e disse-me: “Se
276 28| Ela mesma veio abrir, em pessoa. Tinha um molho de fitas
277 43| não tirava os olhos dessa placa dourada. Ela contemplou-me,
278 9 | Conte-me lá isso com todos os pormenores! ~
279 27| Ao meio-dia, chamei à sua porta. ~
280 31| Então, ela se pôs a rir e redargüiu: “Não
281 3 | Não é possível. ~
282 4 | Posso garantir-lhe. ~
283 46| Não é precisamente isso, madame, mas se não
284 48| bondade de me dar licença. Prefere de noite, porque a empregada
285 34| das fontes. Nessa altura, pregou-me um beijo e disse-me ao ouvido: ~
286 62| Ninguém o obrigou a aceitar. E preguei-lhe um soco no nariz. O meu
287 40| Feito o frete, meu capitão, preparei-me para me retirar. Queria
288 38| não estava, digamos, na primeira juventude. ~
289 10| burguesas de vícios secretos e princípios inflexíveis, como há muitas.
290 33| vais dar com os ossos numa prisão. Jura que serás mudo.” ~
291 60| Não são processos muito delicados para um
292 22| Então ela acrescentou: “Procure-me amanhã, ao meio-dia. Sou
293 63| que você não me traia; prometa-me guardar isso para você? ~
294 54| Mas, de pronto, descobriu a transformação,
295 15| sua companhia se tinham propinado uma formidável surra. A
296 11| falava desdenhosamente do próximo e não dava pasto às más
297 37| Quando vi do que se tratava, pus o capacete em cima duma
298 | qual
299 15| Chegando outro dia de manha ao quartel, soube que dois homens de
300 41| custa dois soldos, e dois, quatro.” ~
301 15| contaram-lhe o motivo da questão. Tinham-se batido por Mme
302 13| aventura ocorrida na última quinta-feira. ~
303 58| voltou, meu capitão, não me quis dar os cinco francos. Se
304 36| aceito tudo o que a senhora quiser. Não estou aqui para outra
305 12| você conhece, toda dengosa, quizilenta, má. ~
306 42| Compreendeu bem o meu raciocínio e meteu-me na mão um pequeno
307 64| Não tenha receio. Mas que solução teve o
308 15| duelo. Depois, os soldados reconciliaram-se; e, interrogados por seu
309 37| demonstrei-lhe que um dragão não pode recuar nunca, meu capitão. ~
310 31| Então, ela se pôs a rir e redargüiu: “Não te faças de sonso,
311 49| houve meio de sair, e eu me remoía os fígados por aqueles dez
312 5 | velha dama das coifas de renda, a devota, a santa, a respeitável
313 11| começou a viver dos seus rendimentos, pacata e irreprochável.
314 52| olhou para a cabeça, e não reparou logo que não era o mesmo. ~
315 33| de mim, e disse-me: “Se repetes uma palavra de tudo isto,
316 10| particular. É uma dessas respeitáveis burguesas de vícios secretos
317 36| Respondi: aceito tudo o que a senhora
318 62| O meu capitão já sabe o resto.” ~
319 40| capitão, preparei-me para me retirar. Queria que eu ficasse um
320 47| Deu-mas e retirou-se. ~
321 50| num artilheiro.” E a idéia revoltava-me. ~
322 5 | Mme Bonderoi de cabelinhos revoltos e falsos que parecem colados
323 63| O capitão d’Anglemare ria a bandeiras despregadas,
324 31| Então, ela se pôs a rir e redargüiu: “Não te faças
325 14| aquartelado no faubourg de La Rivette. ~
326 22| meio-dia. Sou Mme Bonderoi, Rua de La Tranchés, 6. ~
327 18| palavra ao cavalariano Saballe: ~
328 58| Mas quando aquele sabido voltou, meu capitão, não
329 49| terça-feira, não houve meio de sair, e eu me remoía os fígados
330 5 | coifas de renda, a devota, a santa, a respeitável Mme Bonderoi
331 34| lenço. Ela pegou no lenço e secou-me os cabelos das fontes. Nessa
332 10| respeitáveis burguesas de vícios secretos e princípios inflexíveis,
333 26| de impaciência, até o dia seguinte. ~
334 19| passeando pela avenida, entre as seis e sete horas da tarde, abordou-me
335 | seja
336 53| O senhor compreende, meu capitão,
337 49| Na última semana senti-me um tanto indisposto e baixei
338 33| Sentou-se pertinho de mim, e disse-me: “
339 39| Mas a gente não pode ser muito exigente no ofício,
340 | serás
341 10| dos escreventes, para seu serviço particular. É uma dessas
342 19| avenida, entre as seis e sete horas da tarde, abordou-me
343 15| A honra militar tem leis severas. Houve duelo. Depois, os
344 | Sim
345 65| É muito simples. Há mil como esse! A velha
346 21| Respondi-lhe sinceramente: “Pois não, Madame! Às suas
347 62| aceitar. E preguei-lhe um soco no nariz. O meu capitão
348 64| Não tenha receio. Mas que solução teve o caso? ~
349 31| redargüiu: “Não te faças de sonso, grande finório!” ~
350 38| seja dita, o caso não me sorria muito, porque a paisana
351 15| dia de manha ao quartel, soube que dois homens de sua companhia
352 10| Então, ouça. No tempo do Sr. Bonderoi, o antigo notário,
353 | suas
354 34| ainda não compreendia nada. Suava em bica. Tirei o capacete
355 56| o havia mandado para me substituir. ~
356 15| propinado uma formidável surra. A honra militar tem leis
357 39| escassa. E depois, temos que sustentar a família. Eu dizia comigo: “
358 | tanto
359 19| as seis e sete horas da tarde, abordou-me uma paisana. ~
360 | te
361 | temos
362 10| Então, ouça. No tempo do Sr. Bonderoi, o antigo
363 | tenha
364 | ter
365 49| baixei à enfermaria. Na terça-feira, não houve meio de sair,
366 48| capitão. Vejo-a todas as terças-feiras, à noite, quando meu capitão
367 | teria
368 51| Paumelle, que é da minha terra, e disse-lhe a coisa: “Cinco
369 | teve
370 | ti
371 | Tinha
372 52| Concordou e partiu. Tinha-lhe dado todas as indicações.
373 | tinham
374 15| contaram-lhe o motivo da questão. Tinham-se batido por Mme Bonderoi. ~
375 43| E, pensando nisto, não tirava os olhos dessa placa dourada.
376 34| compreendia nada. Suava em bica. Tirei o capacete e, de dentro,
377 58| para o meu pai, e quando me tocam nisso não admito brincadeiras.
378 | toda
379 | todo
380 | todos
381 63| Espero, pois, que você não me traia; prometa-me guardar isso
382 22| Mme Bonderoi, Rua de La Tranchés, 6. ~
383 54| de pronto, descobriu a transformação, e perguntou com ar colérico: ~
384 37| manifestações. Quando vi do que se tratava, pus o capacete em cima
385 60| dragão; estás desonrando o uniforme.” ~
386 10| antigo notário, Mme Bonderoi utilizava-se, ao que se diz, dos escreventes,
387 33| uma palavra de tudo isto, vais dar com os ossos numa prisão.
388 61| dizendo-me que um frete desses valia mais do que o dobro. ~
389 48| isso dura, meu capitão. Vejo-a todas as terças-feiras,
390 11| Morto o velho Bonderoi, a viúva começou
391 67| E aos velhos pais não falta o pão na
392 37| outras manifestações. Quando vi do que se tratava, pus o
393 10| respeitáveis burguesas de vícios secretos e princípios inflexíveis,
394 57| depois, como é natural, visto que o Paumelle também é
395 11| Morto o velho Bonderoi, a viúva começou a viver dos seus
396 11| Bonderoi, a viúva começou a viver dos seus rendimentos, pacata
397 5 | falsos que parecem colados em volta do crânio. ~
398 58| Mas quando aquele sabido voltou, meu capitão, não me quis
399 19| Vou contar-lhe tudo, meu capitão.
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