Simples
bilhete não assinado. Conselhos sobre a atitude a adotar numa polêmica engajada
entre l’Ouvrier e o Croisé. Se não se deve temer
defender a verdade, é oportuno calar-se, para não fazer publicidade.
[fim
de julho de 1868]
Acho
que o silêncio seria o melhor, uma vez que le Croisé é pouco conhecido e
pouco apreciado.
No
caso de responder, precisaria suprimir toda injúria ou palavra que fere.
Está
errada a opinião do Sr. Seigneur, de que se deve poupar o Sr. Gasperini porque
tem talento.
Todos
os cristãos, mesmo que tenham um talento medíocre, têm direito de repudiar
doutrinas que ferem sua fé.
Se,
sob o pretexto que Michelet, Renan, Taine, etc. têm algum talento de estilo ou
de imaginação, tivessem sido poupados, teria sido muito aumentado o mal que
fizeram.
Pode-se
temer que, à resposta, o Sr. Seigneur oponha uma contra-resposta. Daí, uma
polêmica em que l’Ouvrier não terá, talvez, a última palavra e que,
quase certamente, aborrecerá seus leitores.
Acho
que seria sábio, calando-se, privar o Sr. Seigneur da vantagem, que, sem
dúvida, está procurando, revelar a existência de seu jornal aos 25.000 leitores
de l’Ouvrier.
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