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A Comissão Internacional de Educação Marista
Educação Marista

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Empregamos os nossos esforços para fazer de nossas instituições escolares centros de evangelização

144. Fiéis à nossa Missão de evangelizar através da educação,15 com a finalidade de ajudar nossos alunos a "harmonizar , cultura e vida",16 desenvolvemos projetos explícitos de alimentar sua pessoal e seu compromisso social.

145. No centro de nosso currículo escolar, está o programa de educação religiosa, que deve ser abrangente, sistemático e de acordo com as orientações da Igreja.17 Nosso objetivo é familiarizar nossos educandos com a história de Jesus e com o que isso significa para ser cristão no mundo de hoje. Oferecemos, sempre que oportuno, iniciação sacramental em colaboração com as paróquias.

146. Nas aulas de educação religiosa, focalizamos os educandos e não apenas os conteúdos: "falamos-lhes e os deixamos falar",18 buscando ajudá-los a descobrir valores nos quais fundamentem suas vidas. Além da sala de aula, oferecemos outras oportunidades para que expressem e desenvolvam sua . Organizamos grupos de oração, retiros, e outras experiências espirituais abertas para todos.19 Celebramos nossa , nos momentos especiais do ano, com liturgias cuidadosamente preparadas, nas quais se reúne a comunidade cristã dos pais, educadores e educandos.

147. Estamos atentos ao clima religioso da escola, como, por exemplo, o que diz respeito a imagens, orações diárias e espaços para o sagrado. Encorajamos expressões da nossa visão cristã do homem, do mundo e de Deus, através de linguagem e símbolos contemporâneos, especialmente mediante criações artísticas.

148. Para os jovens que desejam continuar aprofundando sua formação espiritual, iniciamos movimentos apostólicos dentro da escola. Acompanhamo-los de perto, em seu processo de amadurecimento progressivo, ajudando-os a crescer dentro da dinâmica desses movimentos. 20

149. Para aqueles que desejam identificar-se mais estreitamente com a nossa espiritualidade marista, criamos movimentos apostólicos maristas. Coerentes com nossa tradição, priorizamos a formação na oração, um forte compromisso social e eclesial, e uma experiência significativa de comunidade. Apresentamos Maria e Marcelino Champagnat como modelos de nossa caminhada para Jesus.

150. Integramos nossas instituições escolares no plano de pastoral da Igreja local. Nos países em que a Escola Católica se tem tornado a principal experiência de Igreja para muitos educandos e educadores, assumimos as responsabilidades pastorais e missionárias que isso implica, encorajando os católicos a se unirem à comunidade de sua Igreja local. 21 

151. Embora todos partilhem da responsabilidade pela vida de na escola, desenvolvemos estruturas de animação pastoral para coordenar os nossos esforços. Além de desempenharmos um papel ativo na educação religiosa e nas atividades pastorais, nós, que estamos diretamente envolvidos neste apostolado, buscamos estar mais próximos pessoalmente dos educandos e dos colegas de trabalho, provendo o acompanhamento necessário e requerido.

152. Educamos na solidariedade, sobretudo acolhendo, na mesma instituição escolar, crianças e jovens de diferentes contextos sociais e religiosos, assim como educandos desfavorecidos e marginalizados.22 Para ajudar nossos educandos a viver de maneira positiva essa diversidade crescente em nossas obras apostólicas, nós os educamos para o diálogo e a tolerância.23 Criamos um clima de aceitação, respeito mútuo e de ajuda, encorajando os mais fortes a apoiar os mais débeis.

153. Educamos para a solidariedade, apresentando-a como "a virtude cristã dos nossos tempos",24 como um imperativo moral para toda a humanidade, no quadro da atual interdependência global e das penetrantes "estruturas de pecado".25 Incorporamos o desafio da solidariedade em nosso currículo, assim como ensinamos a Doutrina Social da Igreja em nossas aulas de educação religiosa e de ética.

154. Desenvolvemos a abertura frente às necessidades materiais, culturais e espirituais da humanidade, em uma perspectiva local e global. Envolvemos nossos educandos em ações caritativas que os ponham em contato com situações de pobreza que lhes estão próximas e mobilizamos toda a comunidade educativa para expressões concretas de solidariedade.26 

155. Através de nosso trabalho em centros de formação docente, além de prover a formação profissional, buscamos comunicar a nossa visão integral da educação e garantir a preparação para a catequese e a educação religiosa. Nós acompanhamos cada um, pessoalmente, em sua integração de , cultura e vida, como convém a futuros educadores cristãos. Também os animamos a oferecer seu serviço educativo, ao menos durante um tempo, em regiões mais carentes.

156. Nossa presença no campo do ensino superior nos oferece um contexto privilegiado para promover o diálogo entre e pensamento contemporâneo. Apresentamos elevados padrões acadêmicos de ensino e pesquisa, contribuindo para o progresso social e cultural, e proporcionando capacitação profissional e formação pessoal para os futuros líderes. Por nosso apostolado universitário, ajudamos os estudantes a integrar seu desenvolvimento na com ética pessoal e sentido de justiça social. 27 

157. Convidamos os nossos ex-alunos, em particular os mais jovens, a integrarem nossas ações pastorais e sociais, e a expressarem a formação que receberam em suas vidas pessoais e em suas atividades profissionais.




15 Ver capítulo 4 deste documento: "Somos semeadores da Boa Nova"



16 Evangelii Nuntiandi, 19; cf. A Dimensão Religiosa da Educação em uma Escola Católica, 51-54



17 A Dimensão Religiosa da Educação em uma Escola Católica, 98-99



18 A Dimensão Religiosa da Educação em uma Escola Católica, 72



19 XIX Capítulo Geral, Missão, 31



20 XIX Capítulo Geral, Missão, 32; C. 87.1



21 A Escola Católica, 72; Sagrada Congregação para a Educação Católica, Carta aos Superiores Gerais, Prot. N. 483/96/13, Vaticano, outubro 1996, p. 7



22 A Escola Católica, 58; Jacques Delors, Educação, um tesouro a descobrir, 1998, pp. 98-99.



23 Cf. Ecclesia in Africa, 1995, 102



24 Irmão Charles Howard, Um apelo urgente: Sollicitudo Rei Socialis, Circulares, 1990, pp. 266-275



25 Sollicitudo Rei Socialis, 1987, 36-37



26 XIX Capítulo Geral, Solidariedade, 16



27 Vita Consecrata, 97






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