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A Comissão Internacional de Educação Marista
Educação Marista

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Através de programas sociais

195. Para alguns jovens, especialmente aqueles que estão em "situação de risco" ou às margens da sociedade, as estratégias de nos colocarmos a seu serviço tem um caráter mais claramente social do que as outras abordagensdescritas anteriormente. Com eles e suas famílias e, quando possível, em colaboração com outros grupos e programas governamentais, desenvolvemos programas e projetos adequados.

196. Os serviços que oferecemos incluem, por exemplo, casas para "meninos e meninas de rua"; abrigos para menores e órfãos; centros para crianças e jovens submetidos a situações familiares problemáticas; centros de apoio a famílias desagregadas; projetos para deficientes, grupos étnicos minoritários, imigrantes e refugiados; centros de reabilitação e programas para jovens dependentes de drogas ou aidéticos; e programas de auxílio a jovens encarcerados, ex-presidiários ou com problemas com a lei.

197. Adotamos medidas para atender às necessidades físicas e materiais mais imediatas dessas crianças e jovens, por meio de ação preventiva e assistência direta. Tentamos, contudo, complementar esse tipo de ação com estratégias educativas adequadas para dilatar, a longo prazo, a sua capacidade de se assumirem com autonomia.

198. Em razão das experiências negativas que seguidamente esses jovens têm vivido, empreendemos um esforço especial para criar um ambienteestável em que se sintam respeitados, valorizados e amados. Mediante programas de aconselhamento e desenvolvimento pessoal, e de pequenos projetos que eles próprios possam realizar, buscamos desenvolver sua autoconfiança e restaurar sua auto-estima.

199. Ajudamos os jovens a adquirir as habilidades e atitudes de que necessitam para se integrarem melhor na sociedade. Criamos situações em que eles possam experimentar viver e trabalhar juntos, e onde são colocados frente às conseqüências de seus atos. Assim os educamos para a liberdade pessoal, para que se tornem independentes da pressão dos colegas, e para a necessidade de assumirem responsabilidade na vida.

200. O relacionamento familiar é um aspecto importante da integração social dos jovens em "situação de risco" na sociedade. Estamos atentos às necessidades do conjunto da família, agindo gradualmente para a reintegração, naquelas situações em que isso é possível, e para a reconciliação onde se faz necessária.

201. Avaliamos regularmente os resultados de nossa ação pastoral, sempre buscando os mecanismos mais eficazes para propiciar aos jovens a conquista de maior autonomia pessoal. Reconhecendo nossas próprias limitações em lidar com jovens desorientados ou em crise, procuramos proporcionar a ajuda de que necessitam através de assistência profissional externa.

202. Atendemos suas necessidadesespirituais, sendo para com eles pessoas de , esperança e amor, e falando-lhes do especial amor de Deus pelos mais pobres e abandonados. Encorajamos sua transformação interior a partir da experiência desse amor incondicional e de uma crescente aceitação própria e auto-estima.

203. Formamos sua consciência social, despertando-os para as situações freqüentemente desumanas em que se encontram e ajudando-os a se tornarem ativos na transformação de sua própria realidade e no desenvolvimento da comunidade.15 Educamo-los para a resolução não violenta de conflitos. Ajudamo-los a analisar seu contexto social, político e cultural, e ensinamo-lhes a Doutrina Social da Igreja.16

204. Junto com outras pessoas e instituições, aceitamos lutar pela defesa da infância e da juventude quando são vítimas ou seus direitos e bem-estar estejam sendo desrespeitados de qualquer forma, visando a uma maior justiça social. Comunicamos à nossa comunidade provincial as experiências e as preocupações que surgem, buscando, quando apropriado, o apoio de todos.

205. Antes de nos engajarmos nesse apostolado com crianças e jovens em "situação de risco" ou à margem da sociedade, capacitamo-nos pessoal, profissional e pastoralmente. Também, capacitamo-nos periodicamente nessas áreas, participando e contribuindo para que programas de formação permanente sejam abertos a jovens trabalhadores.

206. Tal trabalho exige de nós autenticidade, equilíbrio e maturidade. Impele-nos a uma maior simplicidade de vida. Estamos conscientes de que, muitas vezes, não vemos de imediato os resultados de nossos esforços ou não recebemos reconhecimento social. Algumas vezes, experimentamos a frustração e um sentimento de fracasso. Essas realidades nos instigam a desenvolver a nossa espiritualidade pessoal, a nossa de que é obra do Senhor o que estamos realizando e a nossa esperança no que o Senhor promete aos que trabalham "em Seu nome".17 É a espiritualidade da Cruz e da Ressurreição que é capaz de abraçar as histórias de sofrimento que esses jovens vivem e partilham conosco.18 

207. Trabalhar com os jovens cujas vidas são marcadas por extrema pobreza, abuso ou experiências traumáticas de violência, guerra ou desagregação familiar causa impacto sobre o nosso bem-estar. Isso pode fazer brotar de nós profundas atitudes humanas que, de outro modo, nunca conheceríamos. Mas podemos também experimentar doenças físicas, psíquicas e espirituais. Cumpre-nos estar atentos a isto para o nosso próprio bem e a nossa eficácia profissional e apostólica.

208. Somos conscientes de nossas limitações pessoais e do que podemos fazer. Lidamos com nossas próprias reações e partilhamos nossas experiências com os companheiros. Sempre que necessário, buscamos assessoria profissional e aconselhamento pessoal. De vez em quando, afastamo-nos do nosso trabalho para atender às nossas necessidades espirituais e para mudar de ambiente, em companhia de outros de quem nos sentimos próximos.




15 Discurso inaugural de João Paulo II na III Conferência Episcopal Latino-Americana, Puebla, 1979, 1030



16 Ibid. 1033



17 Atos 3, 1-8 e 16; 4, 10-12



18 XIX Capítulo Geral, Espiritualidade Apostólica Marista, 26; C. 71






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