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| Instituto dos Irmãos Maristas XIX CAPÍTULO IntraText CT - Texto |
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A Formacão
O trabalho da Comissão de Formação, durante o XIX Capítulo Geral, centrou-se no Guia da Formação. Nele se encontram nossas convicções sobre a Formação. A Comissão achou conveniente não elaborar outros elementos doutrinais, mas propor para todo o Instituto, no campo da Formação, algumas linhas urgentes de ação. Essas linhas constituem o núcleo de nossa contribuição. Precede-as a simples enumeração de alguns desafios e convicções mais relevantes para a formação. A partir de nossa leitura da realidade atual, apresentamos seis linhas prioritárias. I - Os desafios
1. A realidade do mundo — O sentido de solidariedade e de inter-relação dos povos conduz a uma visão nova de formação e à integração dos leigos. — As novas ideologias e a crise de valores exigem nova formação ao discernimento. — Os desafios e as mundanças sócio-culturais influem nos jovens e em nós mesmos.
2. A realidade da formação no Instituto Constatamos que, nos últimos anos, foram feitos esforços e se tem progredido no campo da formação. Entretanto, constatamos que:
— há florescimento de vocações em alguns lugares e crescente diminuição em outros; — os jovens Irmãos se encontram, freqüentemente, sem ajuda e sozinhos; — é baixo o índice de perseverança dos jovens Irmãos; — há pouco cultivo da vida espiritual; — muitos Irmãos se desinteressam de sua própria formação permanente. II - Nossas convicções
3. Acreditamos que: — o Guia da Formação é caminho definido para o crescimento do Irmão Marista, em todas as idades; — a colaboração interprovincial e regional, como estilo de governo e de animação, se apresenta fortemente para o futuro imediato; — Irmãos e leigos, participamos de missão comum na Igreja e partilhamos essa responsabilidade; — é urgente formar animadores em nível comunitário e apostólico, do jeito de Champagnat; — na pastoral vocacional, é preciso passar da atitude de espera para a de proposta; — os Irmãos da terceira idade podem colaborar muito na vitalidade das comunidades e na missão da Província, pela atitude de alegria e de presença apostólica atualizada. III - Linhas de ação que propomos
4. Formação de animadores (lideranças) Em nível de Conselho Geral: — cursos para Mestres de noviços (nos próximos 5 anos); — cursos para Responsáveis do pós-noviciado (1ª etapa); — preparação de um vade-mécum que oriente a formação de animadores nas Províncias. Em nível regional (interprovincial): — cursos para Superiores; — encontros de Formadores. Em nível provincial: — plano de formação de Animadores (Superiores, Diretores de instituições, Coordenadores de pastoral, Administradores, etc., tanto Irmãos como leigos); — formação de leigos na espiritualidade marista.
5. Pós-noviciado (2ª etapa) Em nível de Conselho Geral: — cursos para Irmãos acompanhantes (formadores) dos jovens Irmãos. Em nível regional: — cursos, encontros para jovens Irmãos (por exemplo: curso sobre a Pedagogia Marista); — retiros de profissão perpétua.
Em nível provincial: — ter um plano de formação para os jovens Irmãos; — nomear um Irmão responsável pelo acompanhamento; — prever encontros periódicos do Ir. Provincial (ou responsável) com os Superiores que têm jovens Irmãos na comunidade; — organizar encontros regulares dos jovens Irmãos; — promover o Projeto Pessoal de Vida e avaliá-lo regularmente; — possibilitar o apoio mútuo dos jovens Irmãos, colocando-os, se possível, na mesma comunidade ou em lugares próximos.
6. Discernimento e acompanhamento Em nível de Conselho Geral: — preparar esquemas de formação ao discernimento para Conselhos Provinciais; — preparar esquemas para que as comunidades façam, com discernimento, o Projeto de Vida Comunitária e o Orçamento Comunitário. Em nível provincial: — favorecer o retiro anual sobre o Projeto Pessoal de Vida; — incentivar a experiência de "discípulo", por meio do projeto de acompanhamento. Em nível pessoal: — revitalizar a revisão do dia.
7. Solidariedade e Inculturação Em nível de Conselho Geral: — Comissão de Formação: elaborar esquemas para trabalhar os temas "cultura" (a própria, a popular, a pós-modernidade, etc.) e "solidariedade", nas diversas etapas da formação; — coordenação das pesquisas sobre o Patrimônio, para promover o aprofundamento das raízes evangélicas do carisma, tendo em vista sua inculturação. Em nível provincial: — propor um projeto de experiências de solidariedade (formação inicial e permanente); — favorecer, nas diversas etapas da formação, o conhecimento crítico das realidades do mundo; — formar para a sensibilidade aos valores presentes nas diferentes culturas e aos desafios da modernidade.
8. Pastoral Vocacional Em nível de Conselho Geral: — acompanhar a execução do Plano Provincial. Em nível provincial: — integrar os Irmãos e os leigos na Pastoral Vocacional Eclesial, especialmente na promoção de vocações maristas (de Irmãos e de leigos); — assegurar presença ativa nas equipes vocacionais da Igreja local (diocesana, paroquial); — realizar sério trabalho de acompanhamento para o discernimento vocacional dos aspirantes.
9. Terceira idade Em nível de Conselho Geral: — continuar os cursos de terceira idade; — assegurar o acompanhamento dos Irmãos desses grupos. Em nível provincial: — elaborar um projeto de acompanhamento dos Irmãos idosos; — promover encontros intercongregacionais de terceira idade; — engajar os Irmãos da terceira idade em compromissos concretos de oração: pelas vocações, pela Província, etc.
IV - Estrutura sugerida
10. Que o Conselho Geral crie uma estrutura, sob sua dependência, compreendendo: — uma comissão internacional de formação, ou — um secretariado de formação, ou — comissões "ad hoc", ou — outras alternativas adequadas.
11. Sua finalidade é a realização de algumas destas tarefas: — elaborar sugestões para conhecer o Guia da Formação; — elaborar alguns anexos ao Guia da Formação, por exemplo: o acompanhamento, a pedagogia da experiência de Deus, a iniciação à oração, as experiências apostólicas; — proporcionar bibliografia sobre o discernimento e o acompanhamento; — reunir e divulgar as experiências mais significativas sobre a Formação e a Pastoral Vocacional; — difundir os subsídios que as Províncias produzem; — avaliar os cursos de formação permanente, em nível de Instituto; — ajudar a discernir e apoiar os projetos e as iniciativas de reestruturação das casas de formação, e de criação de centros de pós-noviciado; — elaborar orientações para implementar o Projeto Pessoal de Vida.
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